Caso Yoki: Segundo dia de júri de Elize Matsunaga começa com depoimento de delegado

Elize Matsunaga durante o primeiro dia de júri
Marcelo Gonçalves/28.11.2016/Estadão Conteúdo

O delegado Mauro Gomes Dias, reponsável por investigar a morte do herdeiro da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, em 2012, deve ser o primeiro a depor nesta terça-feira (29) no segundo dia de júri de Elize Matsunaga. Ela é acusada de matar e esquartejar Marcos, com quem era casada.

Ainda nesta terça, deve também prestar depoimento o perito Ricardo Salada. Ele deve esclarecer se Marcos estava vivo antes de ser esquartejado (o herdeiro da Yoki foi baleado antes). O depoimento de Salada pode ter influência sobre possíveis atenuantes ou agravantes, que motivam o tamanho da pena caso a ré venha a ser condenada.

Dias e Salada são testemunhas de acusação. Outras quatro testemunhas de acusação e nove de defesa ainda devem depor. O julgamento pode chegar até sexta-feira (2).

No primeiro dia, três pessoas foram ouvidas. Amonir Hercilia dos Santos, filha da babá de Elize e Marcos, que chegou a também prestar serviços para o casal, afirmou que a mãe lhe contou ter visto Elize comprando uma serra elétrica dias antes do crime.

Mauriceia José Gonçalves dos Santos, a mãe de Amonir, foi a segunda a depor e confirmou a história da filha. Disse que a compra da serra ocorreu durante a viagem ao Paraná feita por ela e Elize no momento em que um detetive particular seguia Marcos.

Durante seu depoimento, Mauriceia pediu que Elize não permanecesse no plenário.

Wilian de Oliveira, o detetive, afirmou que foi contratado por Elize por cerca de R$ 10 mil para seguir Marcos por três dias. Autor da foto de herdeiro da Yoki com a amante na porta de uma boate, o detetive disse que não imaginava que o caso fosse ganhar tamanha repercussão.

Durante o primeiro dia, Elize chorou por quatro vezes. E a sessão teve de ser interrompida por duas vezes: na primeira vez, a babá passou mal; na segunda, houve bate-boca entre acusação e defesa.

Conselho de sentença

O júri de Elize é formado por quatro mulheres e três homens. Para a composição do Conselho de Sentença, o MPE (Ministério Público) vetou três mulheres e a defesa, três homens.

Notícia original em:
http://noticias.r7.com/sao-paulo/caso-yoki-segundo-dia-de-juri-de-elize-matsunaga-comeca-com-depoimento-de-delegado-29112016


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