Começa hoje reunião que deve reduzir a taxa básica de juros pela segunda vez seguida

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Reprodução/Banco Central

Após o primeiro corte nos juros básicos da economia depois de quatro anos, o Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (banco Central), volta a se reunir a partir desta terça-feira (28) para definir o futuro da Selic. A decisão será anunciada amanhã e a previsão é de que seja estabelecida uma nova redução dos juros para os próximos 45 dias.

No último encontro do grupo, realizado no final do mês de outubro, foi decidido pela redução da taxa pela primeira vez desde agosto de 2012, a 14% ao ano. A determinação de cortar os juros em 0,25 ponto percentual foi tomada de maneira unânime.

Economistas ouvidos semanalmente pelo BC avaliaram ao longo da semana que antecede a reunião que o Copom tende a reduzir a taxa em 0,25 ponto percentual e terminar 2016 em 13,75% ao ano. Para o final do ano que vem, é esperado que a taxa caia A 10,75% ao ano.

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Caso as expectativas sejam confirmadas e a Selic recue, a sinalização é de que a economia brasileira está voltando à estabilidade após a crise que atravessou o País.

Neste primeiro dia das reuniões do Copom, os chefes de departamento apresentam dados sobre a inflação, o nível de atividade econômica, as finanças públicas, a economia internacional, o câmbio, as reservas internacionais, o mercado monetário, entre outros assuntos.

Com a taxa definida, o BC divulga a ata da reunião na terça-feira da semana que vem (6), com as explicações sobre a decisão.

Taxa básica

A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, a Selic é a taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A taxa também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo, de 4,5%. Isso acontece porque os juros mais altos fazem o crédito ficar mais caro, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

A Selic só influencia o rendimento da poupança quando é igual ou inferior a 8,5% ao ano. Ou seja, com a taxa a 14%, vale mais a pena buscar alternativas mais atrativas de investimento.

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Notícia original em:
http://noticias.r7.com/economia/comeca-hoje-reuniao-que-deve-reduzir-a-taxa-basica-de-juros-pela-segunda-vez-seguida-29112016


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