Aluno cadeirante muda de curso na UFF, no RJ, por falta de acessibilidade



Hoje, a alguns instantes aconteceu a divulgação através do site: G1, do artigo “Aluno cadeirante muda de curso na UFF, no RJ, por falta de acessibilidade”

De acordo com o que foi divulgado através do link G1:
Matheus Andrade chegou a fazer um ano de sistemas de informação, mas pediu transferência para processos gerenciais, em outra unidade. Estudante da UFF muda de curso por causa de problemas de acessibilidade
Por dificuldades de acesso, o estudante Matheus Vinicius Almeida Andrade, de 22 anos, se viu obrigado a mudar de curso na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, na Região Metropolitana do RJ. Matheus é cadeirante – assim como o reitor.
No ano passado, Matheus começou a graduação em sistemas de informação no câmpus da Praia Vermelha – e viu que deveria se esforçar para estudar.
“Não tinha como subir sozinho. Era uma ladeira muito íngreme, nem sempre tinha ajuda”, lembra Matheus.
Matheus Vinicius Almeida Andrade, estudante da UFF
Reprodução/TV Globo
“Passei a ir de Uber, e era um gasto tremendo. Comecei a ficar doente, debilitado, a minha imunidade baixou. Porque era muita coisa, trabalho, faculdade, então você acaba ficando estressado por si só”, detalha.
Neste semestre, Matheus resolveu pedir transferência. Agora ele está cursando processos gerenciais no câmpus do Valonguinho, que tem acesso mais fácil para cadeirantes.
No novo curso, o desafio não são as ladeiras, mas a falta de elevadores. Sua sala fica no quarto andar.
Na quinta-feira passada (22), os três equipamentos estavam desligados. “Sempre tinha um parado”, lembra.
Elevadores do câmpus do Valonguinho da UFF parados
Reprodução/TV Globo
Promessa de campanha
Desirée Portelinha, aluna de odontologia, lembra que o atual reitor – que é cadeirante – fez uma vistoria no prédio na época da campanha.
“Consertaram na época em que ele esteve aqui nas eleições. Logo depois, no fim do período, ele parou de funcionar. E a gente não tem nem coragem de subir nele porque tem várias pessoas que já ficaram presas”, lamenta.
O que diz a UFF
A Universidade Federal Fluminense disse, em nota, que o orçamento destinado a obras e manutenção caiu de R$ 60 milhões para R$ 5 milhões, o que inviabiliza melhorias na acessibilidade.
A UFF lembrou que tem prédios antigos e que construiu vias acessíveis no câmpus da Praia Vermelha.
A universidade não disse quando vai consertar os elevadores.

Continuaremos a seguir o canal e publicando vídeos relacionados

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