Após fala da França, ministro diz que, no momento, nenhum país está pronto para ratificar o acordo Mercosul-UE



alguns instantes atrás aconteceu a postagem através do portal: G1, do artigo “Após fala da França, ministro diz que, no momento, nenhum país está pronto para ratificar o acordo Mercosul-UE”

Segundo o que foi publicado através do portal G1:
Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, afirmou ainda que declaração do governo francês de que não está pronto para votar o acordo é voltada para o ‘público interno’. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, recebeu a imprensa para comentar o acordo do Mercosul com a União Europeia
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou nesta terça-feira (2) que nenhum país está pronto para ratificar o acordo entre União Europeia e Mercosul. A afirmação foi dada após ele ser questionado sobre as declarações da porta-voz do governo francês, Sibeth Ndiaye, de que a França não está preparada no momento para ratificar o acordo comercial anunciado na sexta-feira (28).
“O acordo nem está pronto para ser submetido aos parlamentos nacionais, nem na França nem aqui”, disse o ministro. “No momento, nenhum país está pronto para ratificar, diante da sua própria questão constitucional” , completou.
Araújo afirmou que esse tipo de manifestação do governo francês é direcionado ao público interno. Segundo o ministro, cabe à comissão europeia esclarecer aos países membros, inclusive à França, o que está dentro do acordo.
“A comissão conduz as negociações, mas ela mantém consultas permanentes com os estados membros. Portanto nada que esteja no acordo, ao meu ver, é uma surpresa para os países membros. Eles já conhecem o que está lá dentro”, afirmou.
Preservação ambiental
Na semana passada, antes do anúncio da conclusão do acordo entre os dois blocos, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que o país não assinaria o tratado se o Brasil não permanecesse no Acordo de Paris, que lista medidas para conter o aquecimento global.
Depois do anúncio do acordo comercial, Macron disse que um dos pontos-chave para o acerto foi o comprometimento do presidente Jair Bolsonaro com os termos de Paris. Macron e Bolsonaro tiveram uma conversa durante a reunião do G20, no Japão.
De acordo com Ernesto Araújo, a questão ambiental é uma preocupação tanto dos europeus quando do Brasil.
“Geralmente, esse tema se coloca como de interesse europeu, mas é de interesse nosso. Lembrando que a grande maioria dos países europeus, muitos países europeus, tem um uso de agrotóxicos por hectares maior do que o do Brasil”, argumentou.
O ministro disse ainda que o Brasil reafirma o compromisso com o Acordo de Paris. Ele ressaltou que espera que as nações europeias cumpram a parte delas como, por exemplo, direcionar recursos para projetos de energias renováveis.
O ministro das Relações Exteriores afirmou ainda que não vê como uma “concessão” o compromisso do Brasil de se manter no Acordo de Paris.
Aprovação do acordo comercial
Segundo Itamaraty, os termos do acordo comercial da União Europeia com o Mercosul precisam ser aprovados pelo Parlamento Europeu, mas os termos políticos do acordo, onde estão questão ambientais, por exemplo, precisam ser aprovados pelo parlamento de cada país.
No Mercosul ainda está em discussão se o acordo poderá entrar em vigor de forma unilateral ou apenas quando for aprovado por todos os membros do bloco.
Novos acordos
Ernesto Araújo afirmou que o Mercosul “tem condições” de fechar mais dois acordos comerciais neste semestre.
Na lista de acordos que estão com negociações avançadas e podem ser concluídos nos próximos meses, segundo o ministro, estão o com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, na sigla em inglês), Canadá, Cingapura e Coréia do Sul.
“Esse acordo destrava e acelera outras negociações. Pretendemos muito em breve fechar novos acordos. O Brasil assume agora a presidência do Mercosul”, afirmou Araújo. “Temos condições de fechar mais dois acordos neste semestre”, completou.
Segundo o ministro, a parceria com a União Europeia torna o Mercosul mais atrativo para novos acordos.
“Cada acordo que a gente conclui é mais fácil concluir os próximos. Cada acordo que você faz, você se torna um parceiro mais interessante para aquele com quem você não tem acordo”, afirmou.

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