Após vitória em eleição, Boris Johnson se encontra com a rainha Elizabeth II



alguns instantes aconteceu a publicação através do link do: G1, do artigo “Após vitória em eleição, Boris Johnson se encontra com a rainha Elizabeth II”

De acordo com o que foi publicado através do portal G1:
Ele foi até o palácio de Buckingham para cumprir um ritual constitucional após o seu partido ter assegurado o melhor resultado para o Partido Conservador desde eleições de Margaret Thatcher nos anos 1980. Após vitória em eleições gerais, premiê Boris Johnson é recebido pelo secretário particular da rainha Elizabeth II, Edward Young, ao chegar ao Palácio de Buckingham
Victoria Jones / AFP

Após vitória arrasadora do Partido Conservador nas eleições gerais, Boris Johnson se encontrou nesta sexta-feira (13) com a rainha Elizabeth II, no Palácio de Buckingham, em Londres, para pedir permissão para formar um novo governo. A curta audiência aconteceu cerca de cinco meses depois de o premiê ter chegado ao poder.
Boris Johnson foi até o palácio para cumprir um ritual constitucional após o seu partido ter assegurado o melhor resultado para o Partido Conservador desde eleições de Margaret Thatcher nos anos 1980 e o pior para os Trabalhistas desde a década de 1930.
Depois disso, Johnson fez um discurso do lado de fora do prédio do governo.
Ele afirmou que quer uma parceria com a União Europeia, e pediu a todos, nos dois lados do debate que “é cada vez mais árido” que terminem seus pontos e permitam que se inicie a cicatrização.
Ele disse que a prioridade da maioria dos britânicos é o sistema de saúde, que, ele diz, vai receber investimentos. Depois de cinco semanas de campanhas, o país merece uma folga de política, completou.
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A expectativa é de que Johnson tenha mais facilidade para aprovar projeto de retirar o Reino Unido da União Europeia e de cumprir sua promessa de entregar Brexit em 31 de janeiro de 2020.
Para obter a maioria, um partido precisa de 326 assentos. O Partido Conservador conseguiu eleger 364 representantes, enquanto seu principal adversário, o Partido Trabalhista, garantiu 203 cadeiras. (Até o momento, falta apenas uma cadeira a ser preenchida, dos 650 postos.)
Antes de ser dissolvido no dia 6 de novembro, o Parlamento tinha 298 conservadores e 243 trabalhistas.

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Já o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, afirmou que não voltará a liderar seu partido em nenhuma eleição geral. Ele falou durante um discurso de agradecimento, depois de manter seu posto no Parlamento, ao ganhar a votação no distrito de Islington North, em Londres, com 34.603 votos, bem à frente do segundo colocado, o candidato do Partido Liberal Democrata, que teve 8.415 votos.
Corbyn acrescentou, entretanto, que pretende permanecer na liderança dos trabalhistas durante uma discussão sobre o futuro e que quer um “período de reflexão”. “E os Trabalhistas continuarão orgulhosos de seus valores. Eles são eternos”, disse.

Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, deixa Downing Street a caminho do Palácio de Buckingham nesta sexta-feira (13)
Hannah McKay/ Reuters
Maioria
Com a maioria, os conservadores aumentaram significativamente seu poder, o que deve, inclusive, facilitar a aprovação do projeto de Johnson para o Brexit e garantir que o Reino Unido deixe a União Europeia em 31 de janeiro de 2020.
O resultado foi considerado devastador para o Partido Trabalhista (leia mais abaixo), que perdeu em uma série de locais historicamente ligados aos trabalhistas e só manteve alguns assentos graças a vitórias bastante apertadas.
Por outro lado, o Partido Nacional Escocês (SNP) comemorou um número de cadeiras acima do previsto em pesquisas. Das 59 vagas disponíveis na Escócia, o SNP obtinha, até às 5 horas locais, 48 vagas, superando as 20 que ocupava antes destas eleições.

Premiê Boris Johnson é recebido com palmas em Downing Street nesta sexta-feira (13)
Stefan Rousseau/ Reuters
O bom desempenho do partido da primeira-ministra Nicola Sturgeon – que tem entre suas propostas a realização de um novo plebiscito para independência do país – custou inclusive a cadeira de Jo Swinson, líder do Partido Liberal Democrata.
“A Escócia enviou uma mensagem muito clara – não queremos um governo Boris Johnson, não queremos deixar a UE”, afirmou Sturgeon. “Os resultados no resto do Reino Unido são sombrios, mas sublinham a importância da Escócia ter uma escolha. Boris Johnson tem um mandato para tirar a Inglaterra da UE, mas ele deve aceitar que eu tenho um mandato para dar à Escócia uma escolha para um futuro alternativo”, acrescentou.
Em setembro de 2014, a proposta de independência da Escócia foi derrotada por uma margem de 55,3% a 44,7%.

Eleições antecipadas
As eleições legislativas estavam previstas apenas para 2022, mas Johnson decidiu antecipá-las após perder a maioria no Parlamento em setembro, com a rebelião de 21 deputados de seu partido. Inicialmente seu pedido foi rejeitado por três vezes, até que, finalmente, no dia 29 de outubro, os parlamentares concordaram em realizar o pleito em 12 de dezembro.
Johnson se tornou primeiro-ministro em julho, sem ganhar uma eleição, após Theresa May renunciar ao cargo, por não conseguir aprovar seu acordo para o Brexit após três tentativas.

O líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, fala após anúncio de sua reeleição em centro de contagem de votos em Islington, Londres, na madrugada de sexta-feira (13)
Reuters/Hannah McKay
Quatro décadas
Estes resultados foram os melhores para o Partido Conservador nas últimas quatro décadas. Anteriormente, as maiorias conservadoras mais amplas recentes tinham sido conquistadas nas eleições de Margaret Thatcher em 1983 (397 assentos) e 1987 (376).
Já para o Partido Trabalhista, os números foram os piores desde a década de 1930.
Esta poderia ainda ser a primeira vez desde 1935 que os trabalhistas atingiriam menos de 200 assentos no Parlamento britânico. Naquele ano, o partido conseguiu apenas 154.
O fraco desempenho do partido suscitou um debate sobre a permanência de Jeremy Corbyn em sua liderança, com trabalhistas divididos sobre a culpa direta dele sobre o resultado nas eleições.
Brexit
Mesários contam votos em centro eleitoral em Bath, na Inglaterra, na madrugada de sexta-feira (13)
Reuters/Ian Walton
Com a ampla maioria conquistada por seu partido nestas eleições, Johnson fica em uma posição muito mais confortável para conseguir promover a saída do Reino Unido da União Europeia em 31 de janeiro de 2020, como sempre prometeu.
Seu projeto não deverá enfrentar mais as mesmas dificuldades de antes para obter aprovação perante um Parlamento predominantemente conservador e a tendência é que avance rapidamente.
Mas a saída no dia 31 de janeiro, porém, caso aconteça, será apenas o primeiro passo oficial do Brexit.
Ainda é necessário negociar um acordo comercial com a União Europeia, e o prazo final para isso é 30 de junho de 2020.
A partir daí, dois cenários são possíveis: com um acordo fechado, ele precisa ser ratificado, um processo que pode levar meses, mas garante uma saída organizada. Sem o acordo, pode ter início a extensão de um período de transição que duraria até dois anos – algo que Johnson já descartou – ou uma saída sem acordo.
Mapa de resultados das eleições no Reino Unido
Aparecido Gonçalves/G1

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