Arqueólogos da UFMG que descobriram tumba no Egito temem que pesquisa seja paralisada por falta de verbas



Hoje, a alguns instantes aconteceu a divulgação através do site: G1, do artigo “Arqueólogos da UFMG que descobriram tumba no Egito temem que pesquisa seja paralisada por falta de verbas”

De acordo com o que foi divulgado através do link G1:
Crise na Fapemig e no CNPq prejudica o retorno dos cientistas ao país. Sete múmias foram encontradas na tumba inexplorada. Nova tumba descoberta pela expedição brasileira no Egito.
Programa Arqueológico Brasileiro no Egito (Bape)/Divulgação
“Nós não sabemos mais o que fazer”, disse o professor José Roberto Pellini, do Departamento de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sobre a possibilidade de paralisação de pesquisa que descobriu uma tumba inexplorada no Egito.
O projeto havia conseguido uma bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) para três anos de estudos. Porém, segundo o professor, o dinheiro não apareceu.
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“Dois dos nossos alunos tinham bolsa da Fapemig também, mas estão trabalhando sem ela. Sem o dinheiro, não há como bancar passagens, hospedagem e alimentação. Pode mesmo inviabilizar a pesquisa”, disse o Pellini. Além disso, segundo ele, uma série de reconstruções em 3D, projetos de realidade aumentada e novas tecnologias ligadas ao projeto podem não acontecer.
Expedição brasileira descobriu tumba inexplorada na cidade de Luxor, no Egito.
Programa Arqueológico Brasileiro no Egito (Bape)/Divulgação
A Fapemig suspendeu parte dos recursos em fevereiro por causa da crise financeira do estado. Só a UFMG perdeu R$ 2,5 milhões destinados a bolsas de iniciação científica e cerca de R$ 13 milhões para projetos liderados por professores.
Outra questão envolve o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto foi considerado não prioritário pela entidade.
“Acreditamos que seja por falta de verba. A pesquisa estava estimada em R$ 119 mil e eles recomendaram que o valor fosse reduzido para R$ 60 mil. Mas este dinheiro não vai mais sair, né”, contou o pesquisador.
O CNPq anunciou, no dia 15 de agosto, que suspendeu a assinatura de novos contratos de bolsas de estudo e pesquisa. O Ministério da Ciência e Tecnologia também admitiu que há risco de que as bolsas fiquem sem pagamento no mês que vem.
“Realmente foi inesperado. Ainda mais neste ano, um ano que tivemos grandes avanços”, contou o pesquisador sobre a falta de verbas.
Prédio da reitoria da UFMG, em Belo Horizonte
Pedro Cunha/G1
A tumba encontrada pela expedição, que reúne seis professores e dois alunos da UFMG fica na cidade de Luxor, no Egito. O espaço foi encontrado abaixo da Tebana 123, mausoléu que já estava sendo estudado pelo grupo.
“Foi uma surpresa. Essa nova tumba foi construída 600 anos depois da que a gente estava explorando. A gente desconfia que ela pertença ao chamado Terceiro Período Intermediário, ainda época dos faraós, mas um período mais simples”, disse o professor Pellini na época da descoberta.
Sete indivíduos mumificados foram encontrados no local em cestos de vime. Os arqueólogos acreditam que todos sejam da mesma família.
“Há a expectativa de uma nova viagem ao Egito em dezembro. Sairíamos no dia 10 de dezembro para uma expedição de 50 dias com o objetivo de trabalhar nesta nova tumba. Dois alunos de graduação iriam conosco. Mas agora o que temos mesmo é incerteza”, disse o professor.
Em nota, a Fapemig informou que “o estado de Minas Gerais vem enfrentando severa crise fiscal, com decretação de calamidade financeira. Esta realidade tem afetado diretamente a capacidade da FAPEMIG de honrar com os compromissos assumidos junto a seus parceiros e beneficiários”.
CNPq
Sem resposta do governo federal sobre a garantia de abertura de crédito suplementar para cobrir o déficit do orçamento de 2019, o CNPq anunciou no dia 15 de agosto que suspendeu a assinatura de novos contratos de bolsas de estudo e pesquisa.
A recomposição, segundo informou o órgão ao G1, se refere ao crédito suplementar de R$ 330 milhões. Quem abre o crédito é o Ministério da Economia, mas, de acordo com o conselho, até a tarde desta quinta, a pasta não havia dado garantias de que liberaria o reforço orçamentário.
Ao G1, o Ministério da Economia afirmou que o pedido de crédito suplementar para o CNPq, feito em 1º de março e referendado em votação no Congresso Nacional em 11 de junho, ainda “permanece em análise na JEO [a Junta de Execução Orçamentária], sem prazo para decidir sobre o pleito.”
Esse recurso é necessário para cobrir o déficit previsto pelo CNPq desde o ano passado, quando a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019 foi aprovada, para as bolsas.
No dia 16 de agosto, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes afirmou que há risco de que as bolsas do CNPq fiquem sem pagamento em setembro. Segundo ele, a liberação de recursos está na “mão da Economia e também da Casa Civil”.

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