Brasileiras criam hashtag em defesa de Brigitte Macron e criticam Bolsonaro



Hoje, a alguns instantes foi aconteceu a veicução através do site: HuffPost, da notícia “Brasileiras criam hashtag em defesa de Brigitte Macron e criticam Bolsonaro”

Segundo o que foi divulgado através do site HuffPost: Brigitte Macron, primeira-dama da França.

Após crise diplomática gerada pelo comentário do presidente Jair Bolsonaro sobre Brigitte Macron, primeira-dama da França, brasileiras manifestaram apoio à ela e criaram a hashtag #DesculpaBrigitte nas redes sociais.

O movimento foi reforçado na última terça-feira (27), quando o jornal francês Le Parisien divulgou que as mensagens teriam chegado até Brigitte, que teria se emocionado com elas. De acordo com assessores da primeira-dama ouvidos pelo jornal, ela ficou sabendo da campanha depois de deixar evento do G7.

A hashtag #PardonBrigitte, em francês, também foi criada e difundida por brasileiros. A cantora e celebridade da internet Gretchen, e o escritor Paulo Coelho, outros internautas e celebridades se manifestaram dizendo que se sentem envergonhados pela fala do presidente, e que ele não os representa.

“Perdoe-me, perdoe-me mil vezes”, disse Paulo Coelho, em francês, apontando que, segundo ele, existe um “histerismo de Bolsonaro sobre a França”. 

“Enquanto a Amazônia está queimando, eles não têm argumentos (e fazem) que insultam, negam, dizem qualquer coisa para evitar assumir (sua) responsabilidade”, acrescenta o romancista. Assista abaixo.

″@EmmanuelMacron, perdão. A primeira-dama @Brigitte1eDame é uma mulher maravilhosa e brilhante como você. Eu a admiro e gosto muito da sua história”, escreveu Gretchen em francês.

Outras celebridades brasileiras como Bruno Gagliasso, Fátima Bernardes e políticos como as deputadas Erica Kokay (PT-DF) e Margarida Salomão (PT-MG), também se manifestaram.

Além das manifestações em redes sociais, dois grupos de brasileiras que moram na França lançaram abaixo-assinados se solidarizando com Brigitte Macron.

O núcleo francês do “Grupo Mulheres do Brasil”, que tem cerca de 16 mil seguidores, publicou um manifesto que foi compartilhado nas mais de 40 páginas do movimento no Brasil e no mundo. O texto repudia a atitude do presidente brasileiro:

“Somos um coletivo de 40 mil mulheres brasileiras de todas as idades, raças, credos e classes sociais, de diferentes cidades do Brasil e do exterior”, pontua o texto do grupo, que se coloca à disposição do presidente para conversar sobre questões de gênero e violência contra a mulher.

“De forma suprapartidária e a favor do diálogo, nos colocamos à disposição do presidente Jair Bolsonaro para apresentar dados sobre desigualdade entre gêneros, violência contra a mulher e misoginia, e também para pontuar modelos de políticas públicas que contribuem para a redução das disparidades, do preconceito e das taxas recordes de feminicídio que o Brasil coleciona.”

Outro grupo, “Brasileiras de Paris”, que tem mais de 5 mil integrantes, publicou uma carta em francês endereçada à primeira-dama, em que exprimem “solidariedade e indignação”.

O que Bolsonaro disse sobre Brigitte Macron

Bolsonaro disse que não irá pedir desculpas a Brigitte Macron.

Em meio à crise ambiental, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda-feira (26) que “as mulheres brasileiras sem dúvida têm um pouco de vergonha [de seu presidente]”. 

A frase foi dita em entrevista ao lado do presidente chileno Sebastián Piñera, na cúpula do G7. Macron respondeu sobre comentário feito no Facebook pelo presidente Jair Bolsonaro.

No último sábado, um seguidor fez um comentário marcando o presidente em uma publicação que circulava nas redes sociais, em que Michelle Bolsonaro e Brigitte Macron, são comparadas e, por isso, Macron teria “inveja”.

“É inveja presidente do Macron pode crê”, escreveu o seguidor. O ex-deputado respondeu, dizendo: “Não humilha cara. Kkkkkkk”, dando a entender que valida a sugestão de que a beleza de Michelle seria o motivo pelo qual o presidente da frança o “perseguiria”, como afirma a imagem compartilhada nas redes.

O comentário repercutiu na imprensa francesa em reportagem do jornal Le Parisien, que criticou a fala do presidente e a classificou como machista.

Na campanha eleitoral, opositores de Macron também usaram a diferença de idade do presidente e de sua esposa, 24 anos mais velha. Na época, o francês respondeu que, se ele tivesse 20 anos a mais, “ninguém pensaria por um segundo que não poderíamos estar legitimamente juntos”. 

Enquanto Brigitte é 24 anos mais velha que Macron, Michelle Bolsonaro é 27 anos mais jovem que o chefe do Planalto no Brasil.

Ao comentar o episódio nesta segunda, Macron disse ainda que os brasileiros “merecem um presidente que se comporte à altura” do cargo. “O que eu posso dizer a vocês? É triste, é triste, mas é em primeiro lugar triste para ele e para os brasileiros”, completou.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Bolsonaro negou nesta terça-feira (27) ter ofendido a primeira-dama da França, Brigitte Macron.

Bolsonaro diz que falou para um seguidor seu não “falar besteira” e destacou que não se mete em “questão pessoal”.

 Indagado se pediria desculpas, o presidente disse que não a ofendeu e, irritado com a insistência dos repórteres, encerrou a entrevista, acrescentando que os jornalistas “não merecem a consideração”.

Bolsonaro disse também que pode conversar sobre a possibilidade de aceitar uma ajuda de ao menos 20 milhões de euros do G7 para combater queimadas na Amazônia, desde que o presidente francês, Emmanuel Macron, retire “insultos” que fez a ele. Em seguida, negou que o governo brasileiro tenha decidido recusar a ajuda anunciada por Macron após reunião do G7.

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