Com oito Kikitos, ‘Pacarrete’ é o grande vencedor do 47º Festival de Cinema de Gramado



Hoje, a poucos momentos ocorreu a publicação no portal: G1, da notícia “Com oito Kikitos, ‘Pacarrete’ é o grande vencedor do 47º Festival de Cinema de Gramado”

Segundo o que foi veiculado pelo site G1:
Além de melhor filme pelo júri oficial e popular, produção cearense teve melhor atriz, melhor ator e atriz coadjuvantes, melhor direção, roteiro e desenho de som. Premiações foram entregues na noite de sábado (24), que também foi marcada por protestos. Veja todos os vencedores. “Pacarrete” levou oito Kikitos em Gramado
Cleiton Thiele/Agência Pressphoto
O longa brasileiro “Pacarrete” foi o grande destaque da noite de premiações do 47º Festival de Cinema de Gramado, na serra gaúcha, neste sábado (24). Levou oito Kikitos, sendo eles o de melhor filme pelo júri oficial e popular, melhor atriz, melhor ator e atriz coadjuvantes, melhor direção, roteiro e desenho de som. Veja abaixo a lista de todos os vencedores.
Antes das premiações no Palácio dos Festivais, a produção cearense foi exibida na sessão de terça-feira (20), quando foi aplaudida de pé pelo público.
O filme conta a história de “Pacarrete”, uma bailarina e professora de dança aposentada que vive em Russas, no interior do Ceará, e tem o sonho de estrelar uma apresentação para a população local durante a festa de 200 anos da cidade. Junto ao esforço dela em busca do objetivo, está a falta de interesse da população por espetáculos.
“Pacarrete”, produção cearense que foi a grande vencedora do 47º Festival de Cinema de Gramado
Divulgação
O costa-riquenho “El Despertar de Las Hormigas” foi o melhor filme entre os longas estrangeiros e a animação “Apneia” venceu entre os curta-metragens brasileiros. Estreando na mostra competitiva, a categoria de longas gaúchos premiou “Raia 4” como melhor filme.
“Veneza”, de Miguel Falabella, e “O Homem Cordial”, de Iberê Carvalho, conquistaram dois prêmios cada.
Ao todo, foram distribuídos R$ 285 mil em dinheiro, conforme a organização do evento.
Veja fotos da noite de premiação
Vencedores da 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado
Cleiton Thiele/Agência Pressphoto
Protestos
A noite de celebrações também foi de protestos em Gramado. Uma carta foi produzida e assinada por 63 entidades, destacando a importância do cinema.
“Nossa cadeia produtiva é dinâmica e movimenta mais de R$ 25 milhões por ano, representando 0.46 do PIB brasileiro. Tem uma taxa de crescimento de 8.8 ao ano e é responsável por mais 330 mil empregos. Garantir o audiovisual fortalecido e livre é fundamental para a soberania nacional”, diz um trecho da carta.
Artistas protestaram contra censura na última noite do festival
Guacira Merlin/RBS TV
Artistas também ergueram cartazes com mensagens em defesa da Amazônia e contra a censura na arte. Em frente ao palácio, entoaram o seguinte cântico, repetidas vezes: “Pelo cinema, pela cultura, por uma arte livre e sem censura.”
De fora do protesto, vaias foram ouvidas, e pedras de gelo foram jogadas no grupo que manifestava.
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(Vídeos: Guacira Merlin/RBS TV)
O ator Eduardo Moscovis, que interpreta Tonho em “Veneza”, se disse triste com a reação do público ao protesto.
“É muito triste a gente passar por isso, uma forma muito agressiva de quem não concorda com isso e atirar líquido. Uma pessoa na minha frente, um senhor, atiraram uma pedra de gelo e feriu o nariz dele. Uma pena”, destacou.
“A gente pode não concordar, deve não concordar com tudo, mas é a agressividade, a violência que a gente não pode suportar.”
Eduardo Moscovis participou do protesto dos artistas contra censura em Gramado
Reprodução/RBS TV
Ele comentou que a manifestação foi contra qualquer tipo de censura.
“A qualquer tema que seja. A gente tem uma arte criadora, produtiva, o festival de Gramado está aqui para comprovar isso e para confirmar, numa resistência absurda, porque é muito difícil você manter um festival nos dias de hoje durante tanto tempo. É a liberdade de você se expressar e retratar a realidade. E eu acho que tem uma necessidade de negação a isso tudo”, completou.
À noite, a organização do Festival lançou uma nota de repúdio à violência. Leia abaixo.
A cidade de Gramado e o Festival de Cinema têm uma história sólida, de fortalecimento e crescimento mútuo. São 47 anos ininterruptos de encontros que trazem à cidade atores, produtores e público do Brasil e América Latina para as mostras, os debates e outras atividades paralelas ligadas à cultura cinematográfica e ao mercado do audiovisual.
Os dias em que acontece o Festival também mobilizam atividades paralelas, festas e shows, reforçando a vocação turística da cidade. O último fim de semana do Festival é particularmente concorrido, enchendo a cidade de diferentes públicos, entre cinéfilos e pessoas que buscam outros eventos. Todos são bem vindos e o tapete vermelho do Festival é democrático.
Os espaços em seu entorno são públicos e de livre circulação. Servem de atrativo para os que apenas querem ver artistas e também para os profissionais do audiovisual que acreditam na importância e na história do mais antigo e respeitado Festival de Cinema do Brasil. Conviver com esta diversidade de motivos e desejos para estar na cidade é democrático e fundamental para a harmonia de tudo e todos.
Como sempre fez em sua tela, o Festival de Cinema de Gramado acolhe, contempla e evidencia diferentes estéticas e opiniões, sendo historicamente um espaço para debates e manifestações. O que não se pode admitir é a violência como prática ou resposta a ideias e opiniões diferentes. Só a tolerância e o respeito seguirão fortalecendo a história da cidade, do festival, reforçando e saudando o convívio de todos.
Vencedores do 47º Festival de Cinema de Gramado
Longas Brasileiros
Melhor filme: “Pacarrete”, de Allan Deberton
Melhor direção: Allan Deberton, “Pacarrete”
Melhor ator: Paulo Miklos, em “O Homem Cordial”
Melhor atriz: Marcélia Cartaxo, em “Pacarrete”
Melhor roteiro: Allan Deberton, André Araújo, Natália Maia e Samuel Brasileiro, por “Pacarrete”
Melhor fotografia: Edu Rabin, por “Raia 4”
Melhor montagem: Joana Collier e Fernanda Krumel, por “Hebe”
Melhor trilha musical: Sascha Kratzer, por “O Homem Cordial”
Melhor direção de arte: Tulé Peake, por “Veneza”
Melhor atriz coadjuvante: Carol Castro, em “Veneza” e Soia Lira, em “Pacarrete”
Melhor ator coadjuvante: João Miguel, em “Pacarrete”
Melhor desenho de som: Rodrigo Ferrante e Cauê Custódio, por “Pacarrete”
Prêmio especial do júri: “30 Anos Blues”
Júri da crítica: “Raia 4”, de Emiliano Cunha
Melhor filme do júri popular: “Pacarrete”, de Allan Deberton
Longas estrangeiros
Melhor filme: “El Despertar de Las Hormigas”, de Antonella Sudasassi Furnis
Melhor direção: Juan Cáceres, por “Perro Bomba”
Melhor ator: Fernando Arze, em “Muralla”
Melhor atriz: Julieta Díaz, “La forma de las horas”
Melhor roteiro: Bernardo e Rafael Antonaccio, por “En el Pozo”
Melhor fotografia: Rafael Antonaccio, por “En el Pozo”
Prêmio especial do júri: Isabella Moscoso e Avril Alpizar, pelas atuações no filme “El Despertar de Las Hormigas”
Menção honrosa: direção de arte de “Dos Fridas”
Júri da crítica: “El Despertar de Las Hormigas”, de Antonella Sudasassi Furnis
Melhor filme júri popular: “Perro Bomba”, de Juan Cáceres
Longas Gaúchos
Melhor filme: “Raia 4”, de Emiliano Cunha
Curtas Brasileiros
Melhor filme: “Apneia”, de Carol Sakura e Walkir Fernandes
Melhor direção: Diogo Leite, por “O Menino Pássaro”
Melhor ator: Rômulo Braga, em “Marie”
Melhor atriz: Cassia Damasceno, em “Mulher que Sou”
Melhor roteiro: Renata Diniz, por “O Véu de Armani”
Melhor fotografia: Sebastian Cantillo, por “A Ética das Hienas”
Melhor montagem: Daniel Sena e Thiago Foresti, por “Invasão Espacial”
Melhor trilha musical: Carlos Gomes, em “Teoria Sobre Um Planeta Estranho”
Melhor direção de arte: Gutor BR, por “Sangro”
Melhor desenho de som: Gustavo Soesi, “Um Tempo Só”
Prêmio especial do júri: Divina Valéria e Wallie Ruy, pela auação em “Marie”
Júri da crítica: “Marie”, de Leo Tabosa
Melhor filme júri popular: “Teoria Sobre Um Planeta Estranho”, de Marco Antônio Pereira
Menção honrosa: Ester Amanda Schafe, pela interpretação em “A Pedra”
Prêmio aquisição Canal Brasil: “Marie”, de Leo Tabosa

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