Comissão do Senado aprova indicado de Bolsonaro à missão brasileira na ONU



Hoje, a poucos momentos atrás foi aconteceu a publicação no link do: G1, da notícia “Comissão do Senado aprova indicado de Bolsonaro à missão brasileira na ONU”

De acordo com o veiculado pelo site G1:
Ronaldo Costa Filho foi negociador-chefe pelo Brasil do acordo entre Mercosul e União Europeia.Para ele, reação externa sobre queimadas na Amazônia reflete disputa comercial. Ronaldo Costa Filho passou por sabatina nesta quinta-feira (12) na Comissão de Relações Exteriores do Senado
Jane de Araújo/Agência Senado
A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou nesta quinta-feira (12) o nome do diplomata Ronaldo Costa Filho para assumir a chefia da missão brasileira junto à Organização das Nações Unidas (ONU). Ele passou por uma sabatina na comissão e, para a indicação ser efetivada, deve ser votada pelo plenário do Senado.
Costa Filho foi escolhido pelo governo para substituir Mauro Vieira, ex-ministro das Relações Exteriores do governo de Dilma Rousseff.
Cabe ao representante de um país junto à ONU discutir temas como: segurança, manutenção da paz, estímulos ao desenvolvimento sustentável das nações e defesa dos direitos humanos.
Entre as funções exercidas por Costa Filho na carreira diplomática está a de negociador-chefe, pelo Brasil, do acordo Mercosul-União Europeia, entre os anos de 2012 e 2018. A assinatura do acordo foi realizada em junho de 2019.
Amazônia
Durante a sabatina, questionado pelo senador e ex-presidente Fernando Collor (Pros-AL) sobre como o Brasil deve se portar perante à ONU diante das críticas pelo aumento do número de queimadas na Amazônia, Costa Filho adotou um tom alinhado ao do governo de Jair Bolsonaro.
O diplomata afirmou que não há nada que indica haver algo “fora do padrão do que acontece todo ano” e apontou incêndios intensos em outras regiões do planeta, como África e Sibéria.
Costa Filho ainda citou sua experiência como negociador-chefe do acordo entre Mercosul e União Europeia para argumentar, assim como tem feito o governo, que críticas internacionais às queimadas na Amazônia têm um componente de disputa comercial entre os blocos.
“Ao longo desses anos todos, não foi uma vez, não foram duas, foram inúmeras vezes que em qualquer sinal de progresso da negociação, de que a coisa parecia que ia avançar, surgia uma crise ou uma denúncia de desmatamento da Amazônia, de que é a soja, de que é o gado, que estão derrubando a Floresta Amazônica, agricultores inescrupulosos no Brasil”, afirmou o diplomata.
Segundo Costa Filho, os europeus “temem” o potencial da agricultura brasileira.
“Isso é uma reação natural. Ninguém gosta de concorrência, e a agricultura europeia teme com grande vigor o potencial da agricultura brasileira. Isso é um dado. O temor é grande. Então, a qualquer momento essa denúncia surgia. Foram ‘n’ vezes. Nós sempre reagimos ignorando”, explicou.
Ele também comentou as críticas do presidente francês, Emmanuel Macron, uma das principais vozes na comunidade internacional que se levantaram contra a política ambiental do Brasil. Macron chegou a dizer que a França não ratificaria o acordo com o Mercosul, diante do desmatamento da Amazônia.
“Desta vez, a coisa foi um pouco mais intensa, porque surgiu em nível de chefe de Estado [Macron], e aí não é algo que se possa varrer para debaixo do tapete. Mas eu acho que a importância da diplomacia é contribuir para serenar os ânimos. Não entendo que seja uma crise intransponível na relação do Brasil com outros países”, afirmou Costa Filho.
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