Defesas pedem soltura de ex-presidente da Agetop e servidores da Codego presos em ação da PF em Goiás | Goiás



As defesas dos presos na Operação Confraria pediram o habeas corpus de seus clientes nesta sexta-feira (7), em Goiânia. O grupo está em prisão temporária na Polícia Federal suspeito de desvio de verbas do governo de Goiás. As investigações apontam ainda que os envolvidos levavam vidas luxuosas incompatíveis com a renda comprovada deles.

As defesas do ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, do gerente da Companhia de Desenvolvimento do Estado de Goiás (Codego) Márcio Gomes Borges, e da mulher dele, a comissionada no Governo do Estado Meire Cristina Rodrigues, conforme apurou a TV Anhanguera, pediram as solturas dos respectivos clientes. Segundo o advogado de Rincón, até as 22h20 ainda não havia decisão sobre os pedidos.

O G1 e a TV Anhanguera não conseguiram localizar a defesa do quarto preso na operação, o presidente da Codego, Júlio Cézar Vaz de Melo, para pedir um posicionamento sobre o caso.

Jayme Rincón e demais presos da Operação Confraria saindo de audiência de custódia — Foto: Reprodução/TV AnhangueraJayme Rincón e demais presos da Operação Confraria saindo de audiência de custódia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Jayme Rincón e demais presos da Operação Confraria saindo de audiência de custódia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Márcio, Meire, Júlio e Jayme continuaram presos após audiência de custódia realizada na tarde de quinta-feira (6), na sede da Justiça Federal, em Goiânia.

A Operação Confraria foi deflagrada na madrugada de quinta-feira (6). O nome da ação, segundo a PF, faz alusão às frequentes reuniões que, conforme a corporação, eram feitas com o objetivo de planejar as atividades ilícitas do grupo. Entre os bens apreendidos na investigação estão carros, caminhonetes e uma moto – todos eles de luxo -, além de lanchas.

Rincón já havia sido preso em setembro deste ano, durante a Operação Cash Delivery. Na ocasião, também foi preso o ex-governador Marconi Perillo, suspeito de receber propina da Odebrecht para campanhas eleitorais.

O advogado de Perillo, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse ao G1 que o ex-governador não é alvo da Operação Confraria e que, por isso, não se manifestará sobre a situação.

Em nota, o procurador-geral do Estado de Goiás, João Furtado, informou que o Estado não é parte da ação nem alvo das medidas cautelares. Disse ainda que a administração pratica atos absolutamente transparentes no pagamento de suas contas, que, segundo ele, são rigorosamente auditadas, como disponibilizado no Portal da Transparência.

Polícia Federal cumpre mandados em um dos alvos da Operação Confraria, em Goiânia — Foto: Guilherme Henrique/TV AnhangueraPolícia Federal cumpre mandados em um dos alvos da Operação Confraria, em Goiânia — Foto: Guilherme Henrique/TV Anhanguera

Polícia Federal cumpre mandados em um dos alvos da Operação Confraria, em Goiânia — Foto: Guilherme Henrique/TV Anhanguera

Márcio era gerente geral de distritos da Codego e Meire, comissionada no Governo do Estado, lotada na Secretaria de Gestão e Planejamento. A exoneração de Meire foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira.

Na decisão judicial consta que Márcio é uma pessoa “diretamente ligada” a Jayme Rincón. Segundo consta nos autos, Márcio teve contato, por telefone, com os alvos da Operação Cash Delivery na data em que a propina supostamente paga pela Odebrecht havia sido recolhida, em São Paulo.

Além disto, de acordo com o documento, os carros de luxo utilizados por Júlio Cézar Vaz de Melo e seu chefe de gabinete estão em nome de Márcio. Outro ponto de ligação entre o casal e os demais presos na operação são as linhas telefônicas de Márcio e Júlio, que estão registradas no nome de Meire.

Em relação a Jayme Rincón, as investigações apontam, conforme o documento, que ele mantinha, em sociedade oculta com Júlio Cézar Vaz de Melo, duas casas de veraneio de luxo: uma em Armação de Búzios, na Região dos Lagos do litoral fluminense, e outra em Aruanã, às margens do Rio Araguaia. Os imóveis estariam registrados no nome de empresários que mantém contrato com a Codego.

Conforme relatado na decisão, a denúncia anônima que chegou à Polícia Federal dava conta de que “a propina da Codego seria resultado do adiantamento repentino do pagamento a fornecedores supostamente participantes do esquema de corrupção e desvio de recursos públicos firmados pela Codego”.

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