‘Em êxtase’, diz brasileiro sobre prêmio Nobel para colegas de universidade que pesquisam exoplanetas



A poucos momentos foi aconteceu a divulgação através do portal: G1, do artigo “‘Em êxtase’, diz brasileiro sobre prêmio Nobel para colegas de universidade que pesquisam exoplanetas”

Conforme o que foi publicado pelo link G1:
Leonardo dos Santos integra time que pesquisa exoplanetas na Universidade de Genebra, de onde saíram os ganhadores do Prêmio Nobel de Física de 2019; Astrônomo já assinou pesquisa com os premiados e tem escritório vizinho a vencedor. Astrônomo brasileiro, Leonardo dos Santos, estuda exoplanetas e integra mesmo time de investigação que os vencedores do Nobel de Física de 2019
Leonardo dos Santos/Arquivo Pessoal
O cientista brasileiro Leonardo dos Santos comemorou “em clima de final de Copa” a vitória dos colegas do Observatório de Genebra, na Suíça. Michel Mayor e Didier Queloz, professores da instituição, levaram nesta terça-feira (8) o Prêmio Nobel 2019 de Física por seu trabalho na área de exoplanetas.
“A gente recebeu a notícia em êxtase. Estamos todos muito felizes. Hoje ninguém consegue mais se concentrar. Estamos nas alturas”, disse ao G1 o doutorando que vive há três anos na Suíça.
Santos é membro do grupo que estuda os planetas além do Sistema Solar, e se orgulha de ter assinado, em co-autoria com outros astrônomos, uma pesquisa recente com a dupla vencedora do Nobel de Física.
A academia sueca reconheceu na manhã de terça a descoberta feita em 1995 por Mayor e Queloz. Os pesquisadores da Universidade de Genebra foram os primeiros a identificar um planeta fora do Sistema Solar: o 51 Pegasi b, exoplaneta que orbita uma estrela semelhante ao Sol.
Vencedores do prêmio Nobel de Física de 2019 Michel Mayor (esq.) e Didier Queloz (dir.), ambos suíços.
Reprodução/Twitter Nobel Prize
Neste ano, o Nobel da Física foi compartilhado pelos dois com o cientista canadense James Peebles, quem estudou a composição e a história do universo e dá aulas na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.
Vizinho de escritório
Na hora da divulgação dos premiados, o brasileiro estava com seus colegas em seu escritório, a sala fica ao lado da área de trabalho do professor Queloz. Ele comentou que assim que viu a publicação do comitê sueco em uma rede social, anunciando os vendedores, o “telefone não parou de tocar.”
“Todos foram surpreendidos com a notícia, todos os pesquisadores que estavam no Observatório, quase cem, foram comemorar na cafeteria. Teve vinho para todos.”
Os colegas de Santos, premiados, não participaram da festa entre os cientistas desta manhã. Isso porque, segundo conta o brasileiro, Mayor já se aposentou do instituto e o professor Queloz está no Reino Unido, onde também dá aulas na Universidade de Cambridge.
O vencedor do prêmio Nobel de Física de 2019 Didier Queloz ao descobrir que tinha ganhado.
Nick Saffell/Reprodução Twitter Nobel
Ausência feminina
O cientista brasileiro, por sua vez, comentou a ausência de representantes de países em desenvolvimento e mulheres entre os premiados na história do Nobel: “é uma questão que incomoda muita gente na comunidade científica.”
Santos disse que há um movimento de mudança na academia, mas considera que o processo ainda é lento.
Nobel premia três mulheres em 2018, mas elas somam apenas 5% dos vencedores desde 1901
O astrofísico e colunista do G1, Cássio Barbosa, pontuou que “apenas três mulheres ganharam na história do Nobel – e esse ano continua sem nenhuma representante. Continua nessa vertente de que o Nobel de Física é dado apenas para homens.”
Por outro lado, Barbosa avaliou que esse Nobel de Física “foi bastante interessante, porque fez a Academia olhar de novo para a pesquisa básica.”
Exoplanetas também do Brasil
O professor de astronomia da USP, Jorge Meléndez, responsável pela descoberta do primeiro exoplaneta por brasileiros, celebrou a premiação dos colegas suíços a qual qualificou como importante para dar visibilidade à área.
“Embora seja atualmente uma das maiores áreas da Astronomia no mundo, no Brasil temos pouca pesquisa em exoplanetas devido à falta de instrumentação adequada para podermos realizar esse tipo de pesquisa”, lamentou o especialista.
Anunciados os vencedores do Nobel de física
Meléndez explicou que uma pesquisa premiada pelo Nobel “requer anos de esforço e investimento a médio e longo prazo”, e que o Brasil pode refletir sobre os investimentos em ciência e tecnologia no país.
“A ciência no Brasil é muito jovem, e precisamos continuar investindo forte para podermos desenvolver diferentes áreas da ciência. Porém, os recentes cortes à ciência e à universidade pública, vão causar um retrocesso no desenvolvimento do país, nos afastando mais ainda da esperança de um dia o Brasil ser premiado com o Nobel”, disse.
Próximas premiações
Na quarta-feira (9), será a vez de conhecer os laureados em Química; na quinta (10), os de Literatura – quando também será anunciado o prêmio referente a 2018. Na sexta-feira (11), serão divulgados os vencedores do Nobel da Paz e, na segunda (14), os de Economia.
Na segunda-feira (7), a Academia sueca anunciou os vencedores do prêmio em Medicina.
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