‘Era uma vez em Hollywood’ tem Tarantino menos ‘matador’; G1 analisa 523 mortes em 10 filmes



A alguns momentos foi publicado no portal: G1, do artigo “‘Era uma vez em Hollywood’ tem Tarantino menos ‘matador’; G1 analisa 523 mortes em 10 filmes”

De acordo com o que foi veiculado pelo link G1:
Novo filme do diretor empata com ‘Kill Bill: Volume 2’, com apenas 3 vítimas fatais. Maratona com obra do cineasta aponta ‘Bastardos inglórios’ com maior contagem de corpos. Apesar de ser conhecido pela violência em seus filmes, o diretor Quentin Tarantino pegou mais leve em seu filme mais recente. “Era uma vez em Hollywood”, que estreia nesta quinta-feira (15) no Brasil, é um dos com menor número de mortes de sua carreira.
Ao longo de sua carreira, o cineasta “matou” cerca de 523 personagens em ao longo de 10 produções. Na história sobre um ator decadente envolvido em um dos crimes mais famosos do cinema americano nos anos 1960, há apenas três mortes nas mais de 2 horas e 40 minutos de duração – um número que o deixa empatado, curiosamente, com “Kill Bill: Volume 2” (2004).
Assista ao trailer de ‘Era uma Vez em…Hollywood’
O filme assume a liderança no número de referências à cultura pop, outra grande marca das histórias do diretor. Com “participação direta” de alguns ícones do cinema (interpretados por outros atores, como no caso do Bruce Lee de Mike Moh), “Era uma vez…” consegue quase o dobro de citações que o segundo colocado.
Em uma maratona com as obras do americano de 56 anos, o G1 levantou as tendências homicidas e pops de Tarantino, além de outras estatísticas sobre algumas das características do estilo que o tornou conhecido, como o uso de palavrões. Veja abaixo.
Tarantino matador
Quando se leva em consideração apenas o número de corpos, não tem para ninguém. “Bastardos inglórios” (2009) fica muito à frente dos demais praticamente com uma única cena: o momento em que o cinema lotado com todo o comando nazista, incluindo Adolf Hitler, é explodido pelos heróis.
Tanto que se o momento não fosse levado em conta, o filme sobre um final fictício da 2ª Guerra, mesmo que sangrento, ficaria atrás de “Django Livre” (2012) e “Kill Bill: Volume 1” (2003).
“Era uma vez em Hollywood”, apesar de ter como pano de fundo os assassinatos cometidos pela “família Manson”, consegue manter o número de vítimas bem baixo.
Mas é importante ressaltar que outras mortes retratadas em filmes estrelados pelo protagonista, o ator de faroestes Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), não valem para a contagem final.
A explosão dos nazistas também assume a liderança como modus operandi preferido no total. O cinema estava lotado e tinha lugar para cerca de 350 pessoas, afinal. Mesmo descontando aqueles fuzilados pelos Bastardos, é possível imaginar que haviam guardas no local e outras pessoas foram afetadas.
Já no geral o método preferido do diretor são as confiáveis armas de fogo, que só não fazem vítimas em “Kill Bill: Volume 2”, “À prova de morte” (2007) e “Era uma vez em Hollywood”.
Espadas fecham o top 3 com a grande matança de “Kill Bill: Volume 1” – com a memorável participação de Bruce Willis em “Pulp Fiction: Tempo de violência” (1994).
Mas Tarantino não tem medo de explorar suas possibilidades. Ao longo de sua carreira, o diretor manteve viva a busca por novos métodos de matar, como a lendária técnica dos cinco pontos que explodem o coração, usada por Uma Thurman para atingir seu objetivo de matar Bill (David Carradine).
Cultura pop
É muito difícil de pensar na carreira de Quentin Tarantino sem lembrar das diversas referências pop em seus filmes. Tanto que a primeira cena de seu primeiro filme, “Cães de aluguel”, se tornou uma das mais conhecidas discussões sobre a música “Like a virgin”, de Madonna.
Outras produções, como “À prova de morte” e “Bastardos inglórios” têm ligação direta com a indústria cinematográfica e por isso também se destacam, mas nesse quesito “Era uma vez em Hollywood” não dá chance para a concorrência.
Seria difícil superar um filme que é a declaração de amor do cineasta à sua indústria, de qualquer forma. Desafio maior é contar todas as referências, que vão desde a personagens da história, como a atriz Sharon Tate e o diretor Roman Polanski, a participações dos protagonistas em gravações, como as séries “O Besouro Verde” e “Lancer”.
Exceções à regra são os dois faroestes do diretor, “Django Livre” e “Os oito odiados” (2015), que se passam antes de tais referências sequer existirem.
Boca suja
Um diretor conhecido por seus diálogos não segura os xingamentos. Um dos favoritos de Tarantino é a expressão “motherfucker” e suas variações. Para a surpresa de ninguém, seu uso está diretamente ligado à participação do ator Samuel L. Jackson nos filmes.
Protagonista de “Pulp Fiction” e vilão de “Jackie Brown” (1997), Jackson joga a contagem lá no alto.
Com uma participação extensa em “Os oito odiados”, é de se imaginar que ele só não pode falar tanto quanto gostaria pela época em que se passa a história. Mesmo assim, conseguiu jogar um par de vezes.

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