‘Esforço do Brasil é para conseguir recursos’, diz Salles após ser alvo de críticas na COP 25



A poucos momentos atrás foi postado através do site: G1, do artigo “‘Esforço do Brasil é para conseguir recursos’, diz Salles após ser alvo de críticas na COP 25”

Segundo o que foi informado através do portal G1:
Ministro Ricardo Salles mantém posição do país em cobrar de países desenvolvidos para financiar a conservação da floresta. Ativistas criticam atitude de representação brasileira e dizem que país promove ‘bloqueio’ em negociações. Ministro Ricardo Salles em foto do dia 9 de outubro de 2019
Adriano Machado/Reuters
A conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) caminha para o encerramento nesta sexta-feira (13) com impasse sobre novos compromissos para reduzir o aquecimento global e falta de acordo sobre como funcionará o mercado de créditos de carbono. Criticado por falta de propostas e por ajudar a travar as negociações, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, mantém a posição brasileira de cobrar dos países desenvolvidos pela conservação da floresta Amazônica. Nesta sexta, Salles respondeu a críticas de ambientalistas durante a COP 25.
“O esforço do Brasil é para conseguir recursos justamente para aqueles que vivem na floresta e precisam ser remuneradas por sua conservação”, disse o ministro em nota.
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Salles viajou à Espanha para cobrar que países poluidores paguem pela preservação da floresta, mas até esta sexta nenhum anúncio foi formalizado. Salles chegou a afirmar que houve definição sobre um novo Fundo Amazônia, informação que foi negada pela embaixada da Alemanha.
Por sua vez, a Colômbia apresentou redução no desmatamento e fechou acordo na COP 25 para receber US$ 360 milhões da Alemanha, Noruega e Reino Unido para preservação da Amazônia.
Crítica de ambientalistas
Nesta sexta, a líder do Greenpeace, Jennifer Morgan, disse ter “dificuldades” em encarar a posição do Brasil com seriedade. Ela disse que o país trabalha “em favor do desmatamento” e levantou dúvidas sobre o compromisso do país com os direitos humanos.
“O Brasil parece ter vindo aqui atrás de dinheiro. Não é o que você faria se você estivesse preocupado com o futuro do planeta e do seu povo”, disse Morgan.
Para ela, a situação do Brasil é “absolutamente crítica” para o planeta. Morgan ainda disse que a representação brasileira na COP está que está do lado das indústrias poluidoras e não da sociedade civil e das comunidades tradicionais.
Em um comunicado, Salles comentou que a visão da entidade “expressa os interesses protecionistas daqueles que a sustentam e que estão aqui barrando as negociações.” O ministro também criticou “brasileiros que vão ao exterior para falar mal do Brasil”.
Retomar o Fundo Amazônia
Na quinta-feira, Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, e André Guimarães, diretor do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), disseram que faltam propostas e compromissos para frear o desmatamento no Amazônia, e que o Brasil busca recursos que não estão disponíveis enquanto o Fundo Amazônia está travado por tentativas de mudanças promovidas pela gestão Bolsonaro.
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‘Bloqueio’ brasileiro
Segundo a BBC, países em desenvolvimento estariam acusando o Brasil de tentar bloquear avanço em negociações na COP 25.
Um especialista ouvido pelo canal britânico disse que não houve consenso em relação a uma série de temas, segundo ele, em razão das tentativas de bloqueio por parte de alguns grandes responsáveis por emissões de gases de efeito estufa, incluindo o Brasil.
Carlos Fuller, negociador-chefe para o grupo dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento, disse a BBC que Brasil, Arábia Saudita, Índia e China eram “parte do problema”.
Outros observadores afirmaram à rede britânica que existe um sério risco de fracasso nas conversas durante o encontro, em que ministros de todas as partes do mundo participam de negociações de alto escalão que irão determinar o resultado final da conferência.
Pelo sua conta no Twitter, Salles escreveu que o “protecionismo ambiental” não quer deixar o Brasil avançar com suas negociações envolvendo o mercado mundial de carbono: “Dar pitaco todos querem, pagar que é bom…”
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‘Antiprêmio’ ambiental
Na quarta-feira (11) o Brasil ganhou pela segunda vez o prêmio “Fóssil do Dia” por “legitimar a grilagem de terras e a anistia do desmatamento”, uma premiação simbólica e não oficial que destaca países por ações prejudiciais ao meio ambiente. O troféu irônico é divulgado diariamente durante a conferência do Clima pela Rede Internacional de Ação Climática (CAN).
A antipremiação é anunciada mais de uma vez durante a conferência e é organizada pela Rede Internacional de Ação Climática (CAN). Na primeira vez, o governo brasileiro venceu “por culpar a sociedade civil pelas queimadas na Amazônia”.
O Japão também recebeu os dois prêmios nos mesmos dias que o Brasil. Um “Fóssil do Dia” foi dado aos japoneses por “seu contínuo vício e expansão do [consumo de] carvão” e outro por “falhar ao melhorar uma meta de redução das emissões altamente insuficiente”.
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