Festival gastronômico reúne chefs brasileiros em convento do início do século 20 em Garibaldi



alguns minutos atrás postado através do site: G1, do artigo “Festival gastronômico reúne chefs brasileiros em convento do início do século 20 em Garibaldi”

De acordo com o que foi veiculado através do link G1:
Na terceira edição, Garibaldi Gastrô vai ocupar a estrutura histórica do Hotel Mosteiro São José, nesta quinta (15) e sexta-feira (16), na cidade da serra gaúcha. Evento encerra com um jantar na Maria Fumaça. Jantar é servido dentro dos vagões da Maria Fumaça na Serra do RS durante evento
A tradição do churrasco gaúcho servirá de inspiração para chefs de várias regiões do Brasil e do Uruguai em um festival gastronômico que acontece nesta quinta (15) e sexta-feira (16), em Garibaldi, na Serra do Rio Grande do Sul.
Na terceira edição, o Garibaldi Gastrô vai ocupar a estrutura histórica do Hotel Mosteiro São José, um prédio de 1929, que já serviu como convento. O local é administrado pelas freiras.
“As freiras mais velhas e antigas do Rio Grande do Sul vivem nesse convento. Elas tiveram que se reinventar, venderam alguns prédios. Um ficou com elas, onde moram, e o outro criaram para, no início, receber viajantes, e agora se torna um hotel”.
“É um lugar santo e de uma energia incrível”, explica o chef de Bento Gonçalves Rodrigo Bellora.
“É super legal cozinhar numa estrutura de cozinha que de certa forma é antiga, mas que tem toda uma história por trás dela. O legal é a gente conseguir relembrar um pouco dessa história e fazer a coisa acontecer dentro desse espaço que é mega interessante”, acrescenta o chef e professor de gastronomia Charlie Tecchio.
O chef gaúcho Marcos Livi, referência nacional na pesquisa e resgate gastronômico de ingredientes e técnicas tipicamente gaúchos, é um dos cozinheiros do festival.
“Já me hospedei nesse hotel. Nós invadimos a cozinha porque o fogão é maravilhoso, é gigante, é maior que meu fogão à lenha. As freiras nos tocaram de lá no café da manhã e eu disse que queria um fogão desses para morar dentro”, lembra.
“A gente vai usar o fogão para tentar fazer uma cozinha como nossas avós faziam”.
Festival gastronômico acontece nesta quinta (15) e sexta-feira (16), em Garibaldi, na Serra do Rio Grande do Sul.
Augusto Tomasi/Divulgação
Para o menu das oficinas, degustações e do jantar, os cozinheiros selecionaram pratos feitos na brasa, típicos do gaúcho, mas preparados e servidos de um jeito diferente.
“A gente está levando técnicas de defumação, que é nosso jeito de estar ao fogo. Vamos usar queijos locais, fazer polenta e galinha caipira, cordeiro e finalizar com as frutas da região. Essa é a nossa ideia de trabalhar a cozinha local, o fogo e transformar o fogão numa grande ‘plancha’, como diriam nossos hermanos uruguaios”, conta Livi.
Participam ainda o chef uruguaio Martin Lavecchia, o gaúcho Marcelo Schambeck e o confeiteiro Lucas Corazza, jurado do programa Que Seja Doce, do canal GNT.
O festival gastronômico tem como proposta valorizar os produtos locais, aproximando os chefs dos agricultores, além de cultivar a tradição e a forma de cozinhar dos antepassados.
“O produto e os produtores sempre estiveram na minha gastronomia. Isso é uma forma de valorizar, de evoluir dentro de um cenário nacional da gastronomia. As grandes cozinhas do mundo são o que são porque valorizam e cozinham os seus produtos”, avalia o chef Marcelo Schambeck.
“Eu nasci na serra gaúcha, em ‘São Chico [São Francisco de Paula]’, eu convivi com o pequeno produtor a vida toda. É o respeito e a valorização a quem sempre fez tudo muito bem. Para o cozinheiro, quando ele tem uma baita obra prima, feita da forma correta, com intensidade, com sabor, o alimento sem agrotóxicos, orgânico e artesanal. Se a gente pegar essa matéria-prima e não fizer um grande prato, é um desrespeito a uma cultua ancestral.”
“Mário Quintana fala que ‘o passado não encontra o seu lugar, ele está sempre presente’. Não existirá uma nova gastronomia sem olhar par o passado, sem respeitar, sem admirar”, diz Livi.
O evento é aberto ao público, mediante compra de ingressos. Será possível participar também de oficinas de gastronomia, degustações guiadas de espumantes, vinhos, azeites e cafés.
Na noite de sexta-feira, o time de cozinheiros vai preparar ainda um jantar para 100 pessoas dentro de cinco vagões da Maria Fumaça.
“A gente sempre cria uma temática. A primeira foi a vapor, e por isso que surge, na primeira edição, um jantar na Maria Fumaça. A gente brincava com o cozimento a vapor, e aqui terminamos com a Maria Fumaça movida a vapor, muito legal”, resume Rodrigo.
Chefs, na edição de 2018, à frente da Maria Fumaça.
Augusto Tomasi/Divulgação
Ingressos:
Oficinas e degustações: R$ 200 por dia.
Jantar na Maria Fumaça: R$ 220.
Programação:
15 de agosto (quinta-feira)
14h: chefs Gabriel Lourenço e Marcio Avila. Tema: Conexão artesanal SP/RS
15h: chef Giordano Tarso. Tema: ‘Acém: desmembrando e cozinhando 10 cortes’
16h: degustação pocket de azeites
16h15: chef Lênin Palhano. Tema: ‘A defumação no mar e no Campo’
17h30: degustação de vinhos
18h: chef Marcos Livi. Tema: ‘Fogo’
19h30: bartender Guto Wiesel. Tema: ‘Cítricos: da brasa ao copo’
20h: coquetel com os chefs Israel Bertamoni e Roberto Zucolotto
16 de agosto (sexta-feira)
8h: café da manhã no Mosteiro São José
8h30: oficina de cafés com um barista
9h30: chefs Rodrigo Bellora e Odete Bettú Lazzari. Tema: ‘Culinária da imigração e pré-imigração’
10h30min: chefs Rene Seifert, Tiago Misturini e Charlie Tecchio. Tema: ‘Fermentação Natural Descomplicada’
11h45: degustação de espumantes
12h15: almoço no Mosteiro São José preparado pelos chefs locais
14h: chef Martin Lavecchia (Uruguai). Tema: ‘A importância de trabalhar com o produtor amigo’
15h30: chef Marcelo Schambeck. Tema: ‘Comida urbana: o sul como inspiração’
17h: chef confeiteiro Lucas Corazza. Tema: ‘Torta de chocolate 70% com pipoca doce’
20h: jantar a bordo da Maria Fumaça

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