Google e Universal Music Exploram Parceria para Licenciamento de Músicas por Inteligência Artificial

A sinergia entre o Google e a Universal Music tem como foco o licenciamento inovador de músicas, no âmbito da crescente influência da inteligência artificial. Ambas as gigantes estão em discussões preliminares, visando a criação de uma ferramenta que permitirá aos entusiastas da música gerar faixas de maneira legítima e, ao mesmo tempo, compensar os detentores dos direitos autorais.

O atual cenário musical tem testemunhado um notável aumento na produção de canções deepfake, onde a inteligência artificial reproduz com impressionante precisão as vozes, letras e até mesmo os estilos de músicos famosos, muitas vezes sem sua permissão. Este fenômeno acendeu debates sobre a ética e a legalidade do uso dessas criações.

A Universal Music, liderada pelo seu advogado geral Jeffrey Harleston, ressaltou a importância crucial da voz de um artista e a necessidade de proteger essa parte valiosa de seu patrimônio. A empresa está empenhada em encontrar maneiras inovadoras de monetizar a tecnologia das deepfakes, proporcionando uma abordagem justa para os artistas.

A colaboração entre o Google e a Universal Music está na fase inicial, mas promete abrir novas possibilidades para a indústria musical e seus fãs. A ideia é desenvolver uma plataforma que permita a criação de músicas originais por meio da inteligência artificial, enquanto garante que os artistas sejam adequadamente compensados pelos seus direitos autorais.

Vale ressaltar que a Warner Music também está explorando possibilidades semelhantes em parceria com o Google, conforme relatos da Folha de S.Paulo. Este interesse coletivo indica um movimento significativo para abraçar a inovação tecnológica e forjar um novo caminho na indústria musical.

A criação de músicas geradas por inteligência artificial evoca comparações com o surgimento dos vídeos do YouTube, quando questões de violação de direitos autorais também eram um desafio. No entanto, os anos trouxeram mudanças substanciais, com uma estrutura agora estabelecida que gera bilhões de dólares anualmente para a indústria da música por meio dos vídeos gerados pelos usuários.

Artistas têm expressado diferentes reações em relação a essa tendência emergente. Alguns estão apreensivos com a possibilidade de suas criações serem perdidas em meio a deepfakes, enquanto outros, como a artista eletrônica Grimes, têm adotado a tecnologia e até contribuído com suas próprias vozes para canções geradas por inteligência artificial.

Em um sinal da evolução das mentalidades, Paul McCartney, ex-membro dos Beatles, indicou a possibilidade de usar a voz de John Lennon por meio da inteligência artificial em uma nova composição musical. Isso destaca a amplitude das oportunidades que essa tecnologia traz para a criatividade musical.

O debate sobre as deepfakes musicais levanta várias questões éticas, mas também abre portas para novas expressões artísticas. O Google, com sua plataforma experimental MusicLM e colaborações com artistas, está bem posicionado para liderar essa inovação, reforçando sua posição no competitivo cenário musical e expandindo as fronteiras da criatividade.

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