Ibama vai fechar última base no interior do Amazonas em novembro



alguns momentos ocorreu a publicação no portal: G1, do artigo “Ibama vai fechar última base no interior do Amazonas em novembro”

Conforme o que foi veiculado pelo link G1:
Estado teve recorde mensal de focos de queimadas em agosto. Superintendente diz que convênio com governo do estado permitirá melhorar fiscalização ambiental. Base do Ibama em Humaitá foi destruída em 2017; outra em Tabatinga foi fechada em 2018
Ditec_Ibama/AM
O Instituto Brasileiro do Meio Ambientes e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou nesta quinta-feira (29) que a unidade do órgão em Parintins – a única ativa atualmente no interior do Amazonas – será desativada até novembro deste ano.
Com o fechamento da unidade do Ibama em Parintins, as operações de fiscalização e combate passam a ser do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), que já atua em outras áreas do estado onde o órgão federal deixou de agir.
Esse termo prevê que o Ibama use os centros multifuncionais para combater crimes ambientais no interior do estado, segundo o superintendente substituto, Leslie Tavares. Ele esclarece que esses pontos serão utilizados somente quando houver necessidade.
“É lógico que ter estrutura física é importante, mas, para isso, o Ibama está celebrando o acordo de cooperação técnica com o Ipaam para utilizar os centros multifuncionais. Assim, de forma compartilhada, os agentes que precisem atuar naquelas regiões do estado irão dispor de uma estrutura adequada. Assim, entendemos que o Ibama, na verdade, está garantindo e ampliando sua estruturação no interior e não utilizando uma estrutura dispendiosa”, disse.
“Vimos que a estratégia antiga era custosa. Tem que pagar energia, internet, faxineira. Com a estrutura física do Ipaam, se não tiver necessidade de usar, a gente não usa. Se precisa, se usa. Mudamos por economia – economia e estratégia”, disse.
Queimadas no Amazonas
O anúncio vem em meio ao maior período de queimadas desde 1998, quando o Governo Federal passou a fazer esse monitoramento. Agosto de 2019 já é o mês com maior número de focos de queimadas no estado do Amazonas. Foram 6.145 focos verificados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no estado até esta terça-feira (27).
O número de agosto deste ano supera o registro de todos os meses analisados desde o início da série histórica. O recorde anterior era também um outro mês de agosto, mas no caso o de 2005, quando foram detectados 5.981 focos ativos.
“Hoje em dia, as estratégias de ação, o uso de inteligência e uso de tecnologias de monitoramento dão mais resultado do que manter agentes lotados em municípios conflituosos. Manter servidores nessa situação inibe suas atuações. Em muitas vezes, [os agentes] vivem sob intimidação”, avaliou o superintendente.
Outras bases
A unidade de Humaitá está desativada desde de 2017, depois que uma ação de vândalos destruiu o escritório e veículos utilizados por agentes no município. Lá, um servidor dava apoio administrativo usando uma sala no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Outra base do Ibama em Tabatinga, cidade na fronteira do Amazonas com a Colômbia, foi fechada em 2018. Leslie Tavares afirmou que, em áreas de conflito, o uso de tecnologias de monitoramento apresenta melhores resultados.
Ainda segundo Tavares, dezenas de bases do Ibama – que eram destinadas a cuidados de unidades de conservação – passaram para o ICMbio ao longo dos anos. Entretanto, o superintendente ressalta que as fiscalizações continuam.
“O efetivo que se utiliza é de outros estados. O órgão é federal. Em geral, esse efetivo é acompanhado da polícia ambiental, que sempre dá apoio. (…) Apuí, Novo Aripuanã e Lábrea são fiscalizados por agentes de todo o Brasil. Não houve diminuição da presença do Ibama porque não tinha base. A fiscalização vem ocorrendo normalmente”, finalizou.
(*Colaborou, Rickardo Marques/G1 AM)
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