Itália não reconhecerá Juan Guaidó como presidente da Venezuela



Pouco tempo atrás foi veiculado no site G1 a informação “Itália não reconhecerá Juan Guaidó como presidente da Venezuela”.

Segundo divulgado pelo site G1: ” A Itália anunciou nesta quinta-feira (31) que não reconhece Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela porque “não concorda em interferir nos assuntos internos de outro país”.
“Somos totalmente contrários ao fato de que um país ou um grupo possa determinar a política interna de outro país. É o princípio de não ingerência, reconhecido pelas Nações Unidas”, justificou o subsecretário de Relações Exteriores da Itália, Manilo Di Stefano.
Di Stefano integra o Movimento Cinco Estelas (M5S), partido que governa a Itália em coalizão com a Liga. Ele anunciou anunciou o posicionamento do país sobre a situação ao comentar a abstenção dos deputados dos dois partidos na votação da Eurocâmara que reconheceu Guaidó como presidente interino da Venezuela.
“O maior interesse que temos é evitar uma guerra na Venezuela. Evitar que cometam o mesmo erro já cometido na Líbia e que agora todos reconhecem. Devemos evitar que ocorra o mesmo na Venezuela”, explicou o diplomata italiano.
A abstenção dos eurodeputados do M5S e da Liga Norte, no entanto, não causou mais polêmica do que a decisão de alguns integrantes do Partido Democrático (PD) – do ex-primeiro-ministro italiano Matteo Renzi – de seguir o caminho adotado pelos compatriotas na votação.
“É gravíssima a abstenção de uma parte dos deputados do PD, que deveriam ter apoiado a democracia”, escreveu o senador Ernesto Magorno em mensagem divulgada no Twitter.
A resolução que reconhece Guaidó como presidente interino da Venezuela foi aprovada hoje pela Eurocâmara com 439 votos favoráveis, 104 contrários e 88 abstenções.
Espanha reconhecerá Guaidó
A Espanha reconhecerá oficialmente na próxima segunda-feira o presidente do Parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, como presidente interino do país, confirmou nesta terça-feira o ministro de Relações Exteriores e Cooperação da Espanha, Josep Borrell.
“Será na segunda-feira. Oito dias, o presidente [do governo da Espanha, Pedro Sánchez] disse claramente. Quando terminar esse prazo [para a Venezuela marcar eleições], naturalmente o presidente e os demais países que assim se posicionaram o farão”, disse Borrell a jornalistas em Bucareste, na Romênia, onde participa de uma reunião informal de ministros da União Europeia (UE). “

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