Júri popular condena suspeitos de envolvimento na morte de alpinista que entrou por engano em favela no RJ | Região Serrana



O júri popular condenou na tarde de quarta-feira (5) os dois suspeitos de envolvimento na morte do alpinista Ulisses da Costa Cancela, de 36 anos, que entrou por engano em uma favela do Rio de Janeiro quando voltava para casa em Petrópolis, na Região Serrana.

Segundo a família, a vítima voltava de uma festa quando entrou na comunidade Vila do Sapê, em Imbariê, bairro do município de Duque de Caxias, e foi atingido por um tiro na cabeça. Ele estava com a mulher e um casal de amigos, que não tiveram ferimentos.

O júri popular aconteceu no Fórum de Caxias, na Baixada Fluminense, durou 6h30 e teve a participação de sete jurados.

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Alexsandro Martins, suspeito de ter feito os disparos, foi condenado a 45 anos de reclusão, sendo 15 anos pelo homicídio consumado e 10 anos para as três tentativas de homicídio.

Ele confessou o crime quando foi preso seis dias depois e disse à polícia que a vítima foi confundida com policiais ou milicianos.

Já Fabiano Fausto da Silva teve a pena estipulada em 48 anos, sendo 16 pelo crime consumado e 10,8 meses para cada tentativa de homicídio, segundo informações do TJRJ.

Segundo o processo, Fabiano foi responsável por fornecer o armamento para Alexsandro e também por dar a ordem de atirar em qualquer pessoa que furasse o bloqueio de entrada feito pelos traficantes da comunidade.

Para a família, o julgamento aconteceu dentro do que era esperado. A viúva da vítima, Jennifer Pinheiro de 32 anos, disse que nunca vai esquecer os minutos de desespero que ela, o marido e amigos passaram dentro do carro, mas afirma que o resultado ameniza um pouco a dor e o sofrimento.

“Perdi meu marido e ele nunca mais vai voltar, mas pude reconhecer os suspeitos e tenho a consciência tranquila de que as pessoas certas foram condenadas e vão ficar presas por um tempo. Isso dá um acalento para a gente”, disse.

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