Justiça Federal mantêm prisão temporária dos quatro detidos na Operação Confraria da PF em Goiás | Goiás

Procurado pelo G1, o advogado de Perillo, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que o ex-governador não é alvo da Operação Confraria e que, por isso, não se manifestará sobre a situação.

Entre os quatro presos, está o ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, suspeito de receber propina da Odebrecht para campanhas do ex-governador Marconi Perillo. O advogado dele, Romero Ferraz, informou que deve ingressar com alguma medida para tentar a soltura do cliente.

Além de Rincón, também foram presos nesta manhã o presidente da Codego, Júlio Cézar Vaz de Melo, o gerente geral de distritos do órgão, Márcio Gomes Borges, e a mulher dele, Meire Cristina Rodrigues, que ocupa o cargo de assessora especial da governadoria do estado.

Advogado de Márcio e Meire disse à TV Anhanguera que não concorda com a prisão temporária do casal já que eles atendem a todos os requisitos necessários para responder o processo em liberdade. Ainda conforme a defesa, serão impetrados habeas corpus para os dois.

O G1 não conseguiu identificar a defesa do presidente da Codego para pedir um posicionamento a respeito do caso.

Em nota, o Governo de Goiás informou que acompanha “com atenção os desdobramentos” da operação e que “já foi determinado o afastamento dos servidores, citados na operação, de seus respectivos órgãos”. Por fim, o comunicado destaca que está colaborando com as investigações.

Jayme Rincón e demais presos da Operação Confraria saindo de audiência de custódia Goiânia Goiás — Foto: Reprodução/TV AnhangueraJayme Rincón e demais presos da Operação Confraria saindo de audiência de custódia Goiânia Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Jayme Rincón e demais presos da Operação Confraria saindo de audiência de custódia Goiânia Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

De acordo com o delegado Charles Lemes, responsável pelas investigações, dois dos presos nesta manhã mantiveram contato telefônico com alvos da operação Cash Delivery na data do cumprimento dos mandados da operação, em setembro deste ano.

“Vamos apurar a suspeita de lavagem de dinheiro, que está bem caracterizada, bem como para que este dinheiro seria utilizado, se era para enriquecimento pessoal e para que eles levassem uma vida de luxo ou se, assim como na Cash Delivery, eram destinados a campanhas eleitorais. Nada está descartado”, disse o delegado”, afirmou.

A Operação Confraria foi deflagrada na madrugada desta quinta-feira. O nome da ação, segundo a PF, faz alusão às frequentes reuniões que, conforme a corporação, eram feitas com o objetivo de planejar as atividades ilícitas do grupo.

São cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão temporária, em Goiânia, Caldas Novas, Aruanã, Brasília e Búzios. Além dos mandados, a força-tarefa também está fazendo o sequestro de alguns imóveis nestas cidades.

Entre os bens apreendidos na Operação Confraria estão carros, caminhonetes e uma moto – todos eles de luxo -, além de lanchas.

Já os imóveis são uma cobertura no Jardim Goiás, bairro nobre de Goiânia, um apartamento em Caldas Novas, cidade turística do estado, uma casa de veraneio em construção às margens do Rio Araguaia, em Aruanã, e outra em um condomínio em Armação de Búzios, na região dos Lagos, no Rio de Janeiro.

De acordo com a Polícia Federal, todos os mandados foram expedidos pela 11ª Vara da Justiça Federal, em Goiânia. Pelo menos 50 policiais trabalham no cumprimento das ordens judiciais. Além dos bens, foram apreendidos R$ 120 mil em espécie e cheques que ainda serão contabilizados pela corporação.

Conforme a corporação, os investigados foram indiciados pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e corrupção.

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