Keane encerra turnê em São Paulo sem medo de ser ‘brega’ e mais maduro: ‘Ter filhos mudou tudo’

Hoje, a poucos momentos postado através do site: G1, da notícia “Keane encerra turnê em São Paulo sem medo de ser ‘brega’ e mais maduro: ‘Ter filhos mudou tudo'”

De acordo com o publicado através do link G1:
Banda fala ao G1 sobre nova fase, que rendeu performance em Espaço das Américas lotado. Álbum mais recente, ‘Cause and Effect’ reflete separação de tecladista e sobriedade do vocalista. Cantando para uma plateia cheia de casais e de fãs de rock melódico (e sem guitarras), o Keane fez no Espaço das Américas, em São Paulo, o último show da turnê “Cause and Effect”, quinto álbum da banda.
Neste domingo (1), o quarteto lotou o Espaço das Américas, com 8 mil pessoas. Foram 26 músicas em pouco mais de duas horas e vinte minutos, tempo suficiente para constatar a boa forma do vocalista Tom Chaplin.
Ele se diz recuperado do vício em cocaína após várias internações a partir de 2006, dois anos após o estouro do Keane com a balada “Somewhere Only We Know”. Essa foi a principal causa da pausa da banda, em 2013, até retornar em 2019.
“Muito mudou nesses anos”, explicou o baixista Jesse Quin ao G1, pouco antes do show. “No passado, se a gente via que um de nós estava mal, em um canto, a gente se afastava, dava espaço. Agora, a gente se aproxima um do outro e conversa mais sobre os problemas.”
“Tudo mudou depois que tivemos filhos. Alguém na sua vida se torna mais importante do que você”, resume o músico.
“Gosto muito de falar com meus filhos sobre música. Minha filha [de oito anos] sempre me chama para ouvir o que está escutando e me pergunta ‘você gostou?’. Ela adora pop.”
“Um dia, eu toquei Laurie Anderson pra ela”, lembrou, citando a artista experimental americana. “Ela ouviu e no fim falou: ‘Eu não gostei muito, não faz meu estilo’. Adorei a resposta. Pelo menos ela ouviu até o fim.”
O diálogo acima é mais um indício de que o Keane é, essencialmente, uma banda de rock bonzinho. Eles se empolgam com o coro de “Olê Olê Olê Olê, Keanê Keanê” dos fãs e contam causos sem a marra de outras bandas britânicas.
“Tim estava malhando com o Shawn Mendes no hotel. Ao menos, ao lado dele. Deve ter sido muito sexy, mas não vi”, relatou Tom durante o show, contando um caso que une o ídolo teen canadense e o tecladista do Keane, Tim Rice-Oxley.
De U2 a Taylor Swift
Keane volta com rock de sofá influenciado por U2
No show, foi possível ver os dois lados bem definidos do Keane:
Um com baladas melosas no piano, ótimo repertório para rádios românticas brasileiras;
Outro com rocks de sofá, meio chupados do U2, o que faz sentido quando se lembra que o Keane começo como banda cover do grupo de Bono.
No álbum mais recente, com músicas como “The Way I Feel” e “Stupid Things”, a banda tentou ir além do britpop sem guitarras e com piano em destaque.
Eles foram buscar influências bem além de Beatles e U2, sempre citadas por eles. Ariana Grande, Dua Lipa e Taylor Swift são listadas como novas referências.
“É importante deixar sua mente aberta para escutar tudo o que é novo. Então, mesmo que eu não tenha o mesmo amor pelo pop moderno que o Tim tem, eu ainda escuto e é legal pegar as influências para experimentar”, explica Jesse.
Keane faz show em São Paulo
Stephan Solon/Move Concerts
O disco também tem letras que refletem o fim do casamento do tecladista. A saída de Tim de sua casa e a mudança da relação com os filhos fazem com que a banda carregue forte nas emoções do álbum. Mas isso não é problema para eles.
Chaplin já disse que curte o adjetivo “brega”. “Vários grupos fazem sucesso por um ou dois anos, mas daí somem. A moda passa, sabe?”, explicou o vocalista ao G1.
“Nós nunca tentamos ser uma banda ‘cool’. Nossa tentativa é ter músicas que não são esquecidas com o passar dos anos. É a nossa motivação para continuar. Quero é ser ouvido por todo mundo, não só por quem gosta de hype ou quem é jovem.”

Continuaremos seguindo as notícias e postando vídeos relacionados

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