Manifestações reúnem dezenas de ativistas em repúdio à morte da cadela Manchinha



Foto: Divulgação

 

Dezenas de ativistas realizaram uma manifestação pacífica em frente ao Carrefour Osasco, na Grande SP. Levando cartazes contendo colagens com fotos da cadela Manchinha e frases de ordem, os manifestantes lotaram a entrada da unidade, que foi fechada neste sábado (07) por temor do protesto.

Em um palanque, a ativista em defesa dos direitos animais e presidente da ONG Bendita Adoção, Beatriz Silva, agradeceu a todos que compareceram à manifestação e todas as ONGs e ativistas que contribuíram ativamente nas redes sociais pressionando o Carrefour e as autoridades responsáveis pela investigação.

Ação no Nordeste

Ativistas do Recife também realizaram hoje, às 10h, uma ação em frente ao Carrefour Boa Viagem, na Avenida Domingos Ferreira, na Zona Sul da cidade. Dezenas de pessoas lotaram a entrada da unidade levando cartazes pedindo o fim da omissão da empresa em relação ao brutal assassinato da cadela Manchinha. Frases de ordem como “Justiça”, “Covardes”, “Prendam os criminoso e salvem os inocentes” e “Carrefour Nunca Mais” foram entoadas.

Fotos: Divulgação

A manifestação terminou às 12h30. Estiveram presentes representantes das ONGs FAOS, Apape, Savama, Adote com a Raça do Amor e Ressoa. Os políticos Wanderson Florêncio, Ricardo Cruz e Goretti Queiroz também compareceram ao protesto. A ativista e deputada estadual Goretti Queiroz registrou o ato em vídeo e compartilhou em seu perfil no Facebook, confira abaixo:

Portas fechadas

O Carrefour Osasco, localizado na Av. dos Autonomistas, bairro Vila Yara, decidiu fechar as portas neste sábado (08), após ativistas confirmarem a realização de uma manifestação em frente à unidade. O ato é motivado pelo assassinato da cadela Manchinha no local por um segurança do estabelecimento comercial.

Ativistas em defesa dos direitos animais de todo o país estarão realizando hoje e amanhã (09) protestos em repúdio à morte da cachorrinha e impunidade do assassino, que não será preso. O brutal assassinato de Manchinha gerou comoção nacional e ganhou a atenção de ONGs, artistas e políticos.

Confira a série de reportagens sobre o caso clicando aqui.
Entenda o caso
Uma cadela morreu, após ser brutalmente agredida no Carrefour de Osasco (SP), no dia 29 de novembro. Relatos de que um funcionário da empresa, da área de segurança, agrediu o animal foram confirmados por imagens de uma câmera de monitoramento. Há, também, a suspeita de que ele tenha sido envenenado. O acusado pelo crime prestou depoimento na última quinta-feira (6) e confessou a agressão.

Havia uma expectativa de que um laudo determinasse a causa da morte do animal. No entanto, o corpo do cachorro foi cremado, o que prejudicou as investigações. Segundo informações da Folha de S. Paulo, o responsável por cremar o cachorro foi o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município, que alega ter tomado tal providência por não ter, no momento do resgate do animal, informações sobre os maus-tratos, mas apenas a versão de que o cão havia sido atropelado.

Relatórios sobre o atendimento do animal apontam sinais de envenenamento, segundo o delegado Bruno Lima, eleito deputado estadual pelo PSL, e que está acompanhando a investigação sobre o caso. Testemunhas relatam que o envenenamento, de fato, ocorreu e que foi dada mortadela com veneno para a cadela. O fato do animal ter apresentado vômito sustenta a suspeita. “Foi dada mortadela envenenada e ele vomitou essa mortadela que ele comeu”, disse o jurista Fernando Capez.

A causa da morte da cadela, segundo a veterinária que socorreu o animal, foi hemorragia. “O animal deu entrada consciente no departamento em decúbito lateral (deitado de lado), mucosas anêmicas, hipotensão severa (pressão baixa), hipotermia intensa, hematêmese (vômito com sangue) e escoriações múltiplas”, informa trecho de uma nota emitida pela prefeitura sobre o caso. “Apesar do tratamento instituído, o animal veio a óbito”, completa.

No boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Meio Ambiente, consta que o animal chegou “desfalecido e agonizando” à unidade da prefeitura, sendo “diagnosticado” com “hemorragia digestiva alta”. Ainda segundo o documento, “após manobras de reanimação”, a cadela “apresentou parada respiratória” e veio “a óbito” quase três horas após o resgate.

Fonte

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