Marcos Pontes promete mudar monitoramento do desmatamento



A pouco tempo foi divulgado no portal: HuffPost, da notícia “Marcos Pontes promete mudar monitoramento do desmatamento”

De acordo com o publicado através do link HuffPost: “O que nós vamos fazer é trabalhar para o aperfeiçoamento, tanto para a captura de imagens, ampliando o número de satélites, quanto para o tratamento dessas imagens, junto com o Ibama

O ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, anunciou mudanças no sistema de monitoramento do desmatamento no Brasil após troca no comando do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão responsável pela atividade.

De acordo com o astronauta, o número de satélites será ampliado. “O que nós vamos fazer, junto com o Ministério do Meio Ambiente, é trabalhar para o aperfeiçoamento, tanto para a captura de imagens, ampliando o número de satélites, quanto para o tratamento dessas imagens, junto com o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], para que a entrega seja feita na forma e na velocidade que o Ibama precisa para atuar”, disse na noite de hoje (12), no Innovation Summit, em Florianópolis (SC).

Diretor do Inpe até o início do mês, o engenheiro Ricardo Galvão foi exonerado após o presidente Jair Bolsonaro questionar os dados de desmatamento divulgados pelo órgão, mesmo sem nenhuma evidência científica para tal contestação.

Para Bolsonaro, o índice não condiz com a realidade e atrapalha a imagem do País no exterior. “Tem um gato aí, alguma coisa aconteceu. E a desconfiança nossa é que os  dados [divulgados] são alertas de desmatamento. E alerta não é desmatamento.”

Constrangido com o descrédito do presidente em relação ao Inpe, Galvão disse que o instituto era sólido e que resistiria às queixas de Bolsonaro. Ao negociar sua exoneração, pediu ao ministro Marcos Pontes para que não houvesse interferência na linha de trabalho do órgão e mais investimento.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, já havia criticado o monitoramento e dito que abriria uma licitação para contratar um novo sistema.

O dado que gerou o debate foi indicador do desmatamento na Amazônia em junho. Imagens de satélites monitoradas pelo Sistema Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), do Inpe, mostraram que houve um avanço de 88% no desmatamento em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O sistema de controle do Inpe é reconhecido mundialmente, com monitoramento diário de desmatamento e detecção de queimadas. As informações divulgadas pelo instituto estão disponíveis ao público no portal TerraBrasilis.

O Inpe tem produção científica crescente e de impacto acima da média nacional, metade dela produzida com parceiros internacionais importantes, como a Nasa, agência espacial americana, de acordo com a Folha de S. Paulo.

Segundo levantamento do jornal, o instituto publica, em média, um resultado científico por dia em áreas como astrofísica, engenharia espacial e sensoriamento remoto. O Inpe é mencionado 5,9 vezes em trabalhos científicos subsequentes, acima da média de impacto dos trabalhos acadêmicos feitos no Brasil, de 0,9, de acordo com o relatório de impacto do Nature Index de 2019.

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