MEC diz que vai analisar proposta de mudança na formação de professores feita na gestão Temer

A Alguns minutos foi divulgado pelo site G1 a informação “MEC diz que vai analisar proposta de mudança na formação de professores feita na gestão Temer”.

De acordo com o portal G1: ” Documento da Base Nacional de Formação de Professores havia sido entregue em dezembro ao Conselho Nacional de Educação para debate e aprovação até o fim de 2019, mas ele agora será revisto pela nova gestão do MEC. O Ministério da Educação anunciou que vai rever a proposta de mudanças na formação dos professores da educação básica feita na gestão do ex-presidente Michel Temer. O documento, chamado de Base Nacional Comum de Formação de Professores da Educação Básica (BNC Formação de Professores), havia sido entregue em dezembro ao Conselho Nacional de Educação (CNE), e a expectativa era que ele fosse avaliado e aprovado ainda em 2019.
A gestão do ministro Ricardo Vélez Rodríguez confirmou, na noite desta terça-feira (19), que pediu que o documento fosse reenviado de volta ao MEC. Com isso, o cronograma de aprovação da base fica suspenso.
Procurado pelo G1, o MEC afirmou, em nota, que não está definido se o documento apresentado pela gestão anterior será alterado ou mantido.
“O pedido foi feito porque a atual gestão do MEC quer ter ciência e participar ativamente do processo de formulação da Base. Só depois da análise do documento – que foi entregue ao CNE pela gestão anterior no apagar das luzes – é que o MEC decidirá se fará ou não alterações”, diz a nota.
A pasta ressaltou, ainda que o documento “foi encaminhado para início de discussão e que, portanto, não foi homologado”.
MEC divulgou proposta para uma base comum para reformar a formação de professores em dezembro de 2018
Reprodução/MEC
Proposta da gestão Temer
No documento enviado pela gestão passada do MEC ao CNE, havia propostas tanto para alterar a carreira de pedagogia quanto para mudanças nos programas de licenciatura e no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).
Entre as principais mudanças propostas estão:
a criação de um instituto nacional de formação de professores para centralizar ações de acreditação de cursos, formulação de políticas avaliação e monitoramento
a substituição das horas de estágio por uma residência pedagógica desde o primeiro semestre do curso
a aplicação anual do Enade para as licenciaturas, que seja obrigatório para que o estudante possa dar aulas
a criação de um estágio probatório para professores novatos, sob a mentoria paga de professores mais experientes
a redefinição da formação continuada no âmbito das secretarias estaduais e municipais, criando quatro níveis de proficiência
a instituição de avaliações ao longo da carreira docente
a atualização das diretrizes curriculares dos cursos de licenciatura e de pedagogia pelo CNE; no caso da pedagogia, a proposta do MEC é dividir os quatro anos de graduação em três etapas distintas de formação
Maria Helena Guimarães Castro, que foi secretária-executiva da gestão Temer até o início de 2018, atualmente presidente da comissão do CNE responsável pela análise e aprovação da nova base.
Nesta terça (19), ela afirmou, durante o Seminário Internacional Educação Já, promovido pelo Movimento Todos pela Educação, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que a proposta, que começou a ser elaborada na gestão do ministro Mendonça Filho, e foi finalizada na gestão de Rossieli Soares, é “muito importante e muito bem feita”.
Segundo especialistas ouvidos pelo G1 na época, colocar professores mais preparados nas salas de aula brasileiras é uma tarefa que envolve maior diálogo entre as universidades e as escolas, mas também maior participação da direção das universidades na reforma dos cursos de pedagogia e licenciatura. “

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