Médicos cubanos deixam aldeia em Tocantínia, e substitutos devem chegar em uma semana | Tocantins



Os últimos médicos cubanos que atendiam os indígenas da Aldeia Salto, em Tocantínia, devem deixar a cidade neste fim de semana, o último dia de trabalho deles foi nesta sexta-feira (7). Os substitutos, de acordo com o Distrito Especial de Saúde Indígena (Disei) do Tocantins, devem chegar ao local em uma semana. Os profissionais selecionados por meio do novo edital do programa Mais Médicos estão sendo avaliados e treinados pela Secretaria Estadual da Saúde.

A previsão é que até o dia 14 de dezembro 10 médicos brasileiros comecem a atender no local. Cinco deles já se apresentaram em Palmas e estão recebendo as orientações. Neste intervalo, a atenção básica na aldeia será feita por enfermeiras e dentistas que já estão na região. Os casos emergenciais ou que demandem cuidados específicos serão encaminhados para o hospital de referência em Miracema do Tocantins.

Na despedida, os profissionais cubanos agradeceram o tempo que ficaram no Brasil.

“Por mim, eu não iria embora. Eu gostei muito de trabalhar aqui. As coisas acontecem quando a gente não espera. Se eu tiver uma oportunidade, eu quero voltar com certeza”, disse Sandra Fleitas Arias.

O Disei afirma que houve uma grande queda na mortalidade infantil nas aldeias do Tocantins desde 2013, quando os médicos começaram a chegar ao estado. A média era de 50 mortes de bebês com menos de um ano, a cada 1 mil crianças nascidas. Atualmente, o número caiu para 16 mortes a cada 1 mil bebês.

Cuba decidiu encerrar a participação no programa citando “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro à presença dos médicos cubanos no Brasil. O governo federal abriu novos editais para que os profissionais fossem substituídos por brasileiros.

CUBA DEIXA O MAIS MÉDICOS

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