Melhores momentos do ídolo Ayrton Senna mostram porque ele é considerado o melhor piloto da F1 | Autoracing | F1 | Indy | MotoGP




Ayrton Senna

Um ídolo não morre. O tricampeão mundial Ayrton Senna até hoje está vivo na lembrança e no coração de fãs em todo mundo.

 No dia primeiro de maio do próximo ano, no feriado do dia do trabalhador, fará 25 anos da morte de Ayrton Senna. Parece que foi ontem. Durante as primeiras voltas do Grande Prêmio de San Marino de 1994, no circuito de Ímola, na Itália, o mundo do esporte perdia uma das suas maiores lendas. O acidente fatal na curva Tamburello tirou a vida do melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos.

Desde o início da carreira, quando ainda corria com um carro inferior aos dos seus concorrentes, o mundo se encantou com aquele brasileiro ousado, competitivo, perfeccionista, persistente e guerreiro. A cada curva, uma nova admiração. Ah! Que saudade de Senna! Tricampeão da Fórmula 1, 1988, 1990 e 1991, só não foi mais longe por causa do acidente fatal. Ele era chamado de “válvula de escape” dos brasileiros, que viam em Ayrton uma oportunidade de esquecer os problemas e comemorar suas vitórias com orgulho verde-amarelo.

Ayrton Senna disputou 162 grandes prêmios desde a sua estreia na Formula 1, em 1984, pela Toleman-Hart. Durante toda sua carreira no circuito de Fórmula 1, o brasileiro conquistou 41 vitórias, 80 pódios e somou 614 pontos em toda a sua carreira. Também correu pela Lotus, mas foi na McLaren que o paulista brilhou e conquistou seus três títulos. Na Williams, em 1994, o piloto disputou três provas antes do acidente e não completou nenhuma delas. Naquele ano, todas as apostas indicavam que o campeão da Fórmula 1 seria mesmo o brasileiro.

Gerhard Berger e Ayrton Senna

Dentro do circuito Senna era considerado o melhor piloto
Aos adversários, faltavam palavras para descrever quem foi Ayrton Senna. Seu companheiro de McLaren por três temporadas, o austríaco Gerhard Berger é, até hoje, só elogios ao brasileiro. “Senna era perfeito em tudo. Ele era o melhor. Senna estava em outro nível porque tinha uma personalidade forte e era a combinação da pessoa com o esportista que fazia dele alguém tão diferente”, disse o ex companheiro.

Fã declarado de Ayrton Senna, o heptacampeão de Fórmula 1, Michael Schumacher, disse em uma entrevista à revista inglesa F1 Racing que a sua principal lembrança do brasileiro é uma ultrapassagem no Grande Prêmio do Brasil de 1994, quando conseguiu passar o tri campeão. “No GP do Brasil de 1994, quando eu o ultrapassei e ele rodou enquanto tentava me alcançar. Na verdade, de certa maneira, o fato de ele ter rodado me deixou bastante orgulhoso porque achávamos que ele era invencível”, disse Schumacher. Em outro depoimento à revista inglesa Autosport, Schumacher também comentou sobre quando viu Senna pela primeira vez, em uma pista de kart em Zolder, na Bélgica: “Fiquei maravilhado com as linhas que ele fazia, a maneira com que pilotava, imediatamente chamou minha atenção. Daquele dia em diante eu soube seu nome e obviamente o acompanhei quando ele chegou à F1.”

Frank Williams, chefe da última equipe que Senna trabalhou, também frisou o talento de Ayrton Senna dizendo que brasileiro era mais inteligente que o hexacampeão mundial Schumacher.

– Senna era tão rápido e tão corajoso quanto Schumacher, mas era provavelmente mais inteligente. Ele sempre planejava pelo menos três ou quatro movimentos à frente. Senna tinha uma preparação mental impressionante. – disse Williams ao jornal inglês “Daily Telegraph”.

Também para o austríaco Niki Lauda, outro tricampeão da Fórmula 1, o brasileiro foi o melhor piloto de todos os tempos. Duas décadas depois da sua morte, o ex-campeão mantém a opinião sobre Senna:

– Ele foi o melhor e mais carismático piloto que a F1 já teve. Senna tinha personalidade, era rápido e tinha muito carisma. Não é à toa que ele ganhou tudo – declarou Lauda em entrevista à agência de notícias “Reuters”.

Senna, o ídolo do pentacampeão Hamilton
Atual pentacampeão de Fórmula 1, o inglês Lewis Hamilton é fã declarado de Ayrton Senna. O piloto já declarou em várias entrevistas que se espelha no brasileiro para conquistar vitórias e títulos. O britânico não esconde seu carinho pelo Brasil. “Eu tenho um carinho especial pelo Brasil, por conta do Ayrton Senna. As pessoas ao redor do mundo o conhecem, e quando não sabem sobre ele eu falo: “Já viu o documentário sobre Senna””. Ele é uma grande inspiração, sempre quis fazer algo parecido ao que ele fez na Fórmula-1”, falou o campeão.

Confira a seguir os principais momentos de sua vitoriosa carreira e a inspiração que o classifica Ayrton Senna como o melhor piloto de todos os tempos.

Primeira vitória embaixo de chuva
O ano era 1985 e o circuito o de Estoril, em Portugal. Foi naquele dia 21 de abril, debaixo de muita chuva, que Ayrton Senna realizou um dos maiores sonhos da sua vida: uma vitória na Fórmula 1. Revelação da temporada, o brasileiro venceu o Grande Prêmio de Portugal com a sua Lotus/Renault e se tornou um dos mais novos vencedores da F1. Senna ainda venceria mais uma prova naquele ano, o GP da Bélgica.

A melhor primeira volta de todos os tempos
Há 25 anos, a F1 viveu um dos momentos mais mágicos da sua história. O GP da Europa de 1993, em Donington Park, foi palco de uma das maiores exibições de Ayrton Senna, naquela que ficou conhecida como a melhor primeira volta de todos os tempos. Em sua McLaren, que tinha um desempenho inferior aos carros da Williams e Benetton, o brasileiro foi o quarto mais rápido na classificação, ficando 1s7 atrás de Prost. Na largada, Schumacher fechou Senna, permitindo que Karl Wendlinger passasse os dois. Ayrton, que caiu para a quinta posição, não se alarmou, afinal estava chovendo e a pista estava molhada. Escolhendo um traçado diferente, em seguida ultrapassou Schumacher. Logo a seguir, emparelhou o carro lado a lado com Wendlinger, acelerou e passou por fora na curva. O próximo foi Damon Hill. Só restava Allan Prost muito à frente do brasileiro, mas Senna foi à caça do francês. Não tardou para o tri campeão dar um jeito de frear mais tarde na curva mais lenta do autódromo e assumir a liderança da corrida antes de completar a primeira volta. Delírio da torcida!

Senna x Prost
O período de 1984 a 1993 ficou marcada pela rivalidade acirrada entre Ayrton Senna e Alan Prost. Desde a primeira vitória do brasileiro no GP de Portugal em 1985, o francês sabia que teria “uma pedra no sapato”. O primeiro cartão de visitas aconteceu na temporada de 1988, quando o brasileiro roubou a cena e fez um tempo recorde no treino classificatório. O título no fim do ano conquistado por Ayrton, só aumentou a disputa, que teve novos capítulos no ano seguinte. Calculista e racional, Prost fez de tudo para vencer o companheiro de equipe. E foi o que aconteceu. Na corrida decisiva, o francês provocou o acidente de Senna, deixando o piloto fora da prova e sem o título do campeonato. Em 1990, o troco. Durante o GP do Japão, Senna forçou um acidente envolvendo a Ferrari do arquirrival Alan Prost logo na primeira curva e acabou com as chances de o francês conquistar o título. Depois disso, as provas foram ficando cada vez mais emocionantes em diferentes disputas.

O dia em que Senna ajudou a salvar a vida de um companheiro
A temporada de 1992, durante a GP da Bélgica, o francês Érik Comas bateu fortemente sua Ligier na curva Blanchimont e ficou atravessado no meio da pista. Ayrton Senna, que vinha logo em seguida, imediatamente parou sua McLaren e foi atender o companheiro de profissão. O brasileiro desligou o carro de Comas, ergueu a cabeça do colega e esperou junto com o francês o atendimento médico. A atitude de Senna, que salvou a vida do companheiro pois o carro podia ter explodido, foi muito elogiada pela diretoria da FIA. Comas disse que não se lembra de nada do acidente, mas agradeceu o brasileiro por ter salvado a vida dele. O francês lamenta não ter feito o mesmo em 1994, quando até parou ao lado Senna após a batida na Tamburello, mas nada podia fazer.

Primeira vitória no Brasil em 1991
A primeira vitória em Interlagos também foi uma das mais emocionantes. Em 1991, Senna já era bicampeão mundial, mas nunca tinha vencido em casa. Naquele ano, a vitória veio, mas exigiu muito do brasileiro. Pole position, Senna largou na frente e manteve a liderança durante toda a prova. O problema é que sua McLaren apresentou um problema no câmbio, a sete voltas para o final. Com apenas a sexta marcha, Ayrton levou o carro no braço, manteve a liderança e venceu o grande prêmio com uma marcha e muito esforço. Esgotado fisicamente, não conseguia nem se movimentar direito, o brasileiro fez questão de erguer o troféu para a torcida.

O Rei de Mônaco
O circuito de rua de Monte Carlo é um dos mais charmosos do automobilismo. Vencer em Mônaco é para poucos, devido ao seu grau de dificuldade e as pequenas chances de ultrapassagem. Ayrton Senna conquistou o GP de Mônaco por seis vezes. Chamado de “Rei de Mônaco” até hoje, o brasileiro venceu seis vezes a corrida mais charmosa do Circuito. A última vez foi em 1993, superando no talento o favoritismo da Williams de Alan Prost. Além de 1993, Senna venceu a prova em 1987, ainda pela Lotus, 1989, 1990, 1991 e 1992, pela McLaren.

Nos braços do povo
Uma das vitórias mais marcantes de Ayrton Senna na Fórmula 1 foi sem dúvida a do Grande Prêmio do Brasil em 1993. No dia 28 de março, o brasileiro conseguiu superar o favoritismo da Williams em Interlagos e conquistou sua segunda vitória no circuito paulista. A prova ficou marcada pela bravura de Senna na pista, no confronto com o rival Alan Prost e o drible sensacional em Damon Hill na chuva, manobras fenomenais deram a vitória ao piloto. Ao atravessar a linha de chegada, parou o carro, pegou a bandeira e iniciou sua comemoração tradicional. O que ninguém sabia era que o motor Ford pararia de funcionar na metade da volta da vitória. Nenhum problema para a torcida, que invadiu a pista para celebrar com o ídolo aquela façanha. Senna foi, literalmente, para os braços do povo.

No ano seguinte, o fatídico acidente na curva Tamburello do circuito de Imola, na Itália, tirou a vida do ídolo brasileiro. Depois da morte de Senna, ficou um vazio na Fórmula 1 e principalmente para os brasileiros. Nenhum outro atleta até hoje significou tanto para os torcedores quanto ele. O amor era recíproco. A identificação do ídolo com o povo brasileiro era tão grande, o que já podia ser visto claramente em suas entrevistas quando falava sobre o Brasil, e principalmente naquela atitude imortalizada de carregar a bandeira brasileira para comemorar todas vitórias, a ponto de ter declarado a Frank Willians, seu último chefe na Fórmula 1, que seu desejo era ser Presidente do Brasil. Nada mais justo para um ídolo amado pelo seu povo.

AS – www.autoracing.com.br

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