Nas ruas, nos jornais e com renúncias, britânicos protestam contra suspensão de Parlamento



alguns minutos atrás postado no site: G1, do artigo “Nas ruas, nos jornais e com renúncias, britânicos protestam contra suspensão de Parlamento”

De acordo com o publicado pelo site G1:
Manifestantes classificam manobra de Johnson como um golpe, jornais dizem que se trata de um ataque à democracia parlamentar. Manifestantes protestam contra manobra de Boris Johnson em Londres em agosto de 2019
Henry Nicholls/Reuters
A suspensão do Parlamento do Reino Unido durante cinco semanas arquitetada pelo primeiro-ministro Boris Johnson foi recebida com protestos nas ruas de grandes cidades da Inglaterra, pela oposição, pelos jornais e até mesmo do Partido Conservador.
Sandra Cohen: A manobra autoritária de Boris Johnson
Helio Gurovitz: O preço da manobra de Boris
Veja o que pode acontecer com o Brexit após a suspensão do Parlamento britânico
O legislativo será suspenso entre os dias 9 e 12 de setembro, e só voltará a funcionar no dia 14 de outubro. O dia 31 de outubro é a data limite para o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. O premiê quer que ele aconteça mesmo sem um acordo com os europeus, mas tem receio de que o Parlamento impedisse que isso acontecesse.
Manifestantes perto do Parlamento, em Londres, na noite de 28 de agosto de 2019
Henry Nicholls/Reuters
A oposição, geralmente fragmentada, se uniu para rejeitar a manobra de Johnson, de acordo com o jornal “The New York Times”.
Uma petição online juntou mais de 1 milhão de assinaturas. Nas ruas, houve faixas e placas que classificavam a manobra de Johnson como um golpe.
Não foram somente os opositores que reagiram: a líder do Partido Conservador na Escócia, Ruth Davidson, anunciou sua renúncia. Ela alegou que o fez por motivos pessoais dentro do contexto político da suspensão do Parlamento.
Manifestantes anti-Brexit na porta do Parlamento
Vudi Xhymshiti/AP
Em sua carta, ela diz que não escondeu o conflito que sente em relação ao Brexit, mas que tinha tomado ações para que o partido reconhecesse o resultado do referendo.
Um membro do governo também renunciou: o lorde Young de Cookham, que era líder da Câmara dos Lordes, disse que está muito infeliz com a suspensão do Parlamento –ele citou a motivação, a duração e o momento em que acontece.
Condenação em editoriais
Jornais do Reino Unido também criticaram a manobra.
Segundo o “The Guardian”, trata-se de “um ataque cínico e premeditado contra o princípio de democracia parlamentar, mas não é uma subversão total da ordem constitucional semelhante a um golpe militar”.
O “Financial Times” publicou um editorial em que chama a medida de uma afronta à democracia, uma medida sem igual na era moderna. “É uma tentativa intolerável de silenciar o Parlamento até que ele não possa mais impedir uma desastrosa saída dura pelo Reino Unido da União Europeia no dia 31 de outubro.”

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