O poder das indígenas e ‘margaridas’ contra Bolsonaro em 14 imagens



Hoje, a alguns instantes atrás postado através do portal: HuffPost, do artigo “O poder das indígenas e ‘margaridas’ contra Bolsonaro em 14 imagens”

De acordo com o que foi divulgado através do link HuffPost: Organização estima que cerca de 100 mil mulheres participaram da marcha nesta quarta-feira (14).

Trabalhadoras rurais, ribeirinhas, quilombolas, da Marcha das Margaridas, se uniram às mulheres indígenas na Esplanada dos Ministérios nesta quarta-feira (14), para chamar a atenção do presidente Jair Bolsonaro e protestar contra ações recentes do governo que afetam diretamente as “mulheres da terra”.

O encontro marca o encerramento da 1ª Marcha das Mulheres Indígenas, cujo mote é “Território: nosso corpo, nosso espírito”, e o início da sexta edição da Marcha das Margaridas, que traz o tema “luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”, neste ano.

Segundo a Agência Brasil, a Polícia Militar do Distrito Federal não apresentou números oficiais sobre quantas pessoas participaram da marcha. Organização estima que cerca de 100 mil mulheres participaram da marcha nesta quarta.

Esta é considerada a maior ação das “mulheres da terra” da América Latina. Em portaria publicada na última terça, o governo autorizou o uso da força nacional para realizar a segurança na Esplanada dos Ministérios e Praça dos Três Poderes durante a manifestação. Não foi registrada nenhuma ocorrência.

Segundo a Folha de S. Paulo, o ex-candidato à presidência Fernando Haddad (PT) e as ex-ministras Eleonora Menicucci (Secretaria de Políticas para Mulheres) e Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) compareceram à marcha. O grito “Margarida, presente!”, era entoado pelas mulheres durante a caminhada, em memória à vereadora Marielle Franco

Manifestação marca o encerramento da 1ª Marcha das Mulheres Indígenas e o encontro delas com a Marcha das Margaridas.

Nascida nas comunidades ribeirinhas e das reivindicações das comunidades rurais, a marcha é uma homenagem à ativista de direitos para esta população, Margarida Maria Alves, que foi brutalmente assassinada no dia 12 de agosto de 1983 no estado da Paraíba. Neste ano, o crime completa 36 anos.

Organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) a cada quatro anos, a marcha ganha relevância no contexto do atual governo ― que ironizou políticas de desmatamento da Amazônia e já liberou o uso de 42 tipos de agrotóxico só neste ano.

Coordenadora nacional da Marcha das Margaridas e secretária de Mulheres da Contag, Mazé Morais explica ao HuffPost Brasil que a marcha acontece em um momento bem diferente dos anos anteriores. 

“Primeiro, por conta desse cenário de total retrocesso que as mulheres estão vivendo. Segundo porque nessa marcha não vamos entregar uma pauta por que a gente entende que não tem o que negociar com um governo que está tirando os direitos da classe trabalhadora, sobretudo das mulheres”, afirma.

Pela primeira vez, segundo Morais, o grupo não entregou ao governo uma pauta de reivindicações; mas escreveram uma plataforma política com dez eixos temáticos para compartilhar com a sociedade. Entre eles, igualdade de gênero, combate à violência, restrições ao uso de agrotóxicos, entre outros.

“São eixos que dialogam com as mulheres do campo, da floresta, das águas e junta com as mulheres da cidade nessa luta. É um momento que exige, mais do que nunca, de nós, enquanto mulheres, que estejamos unidas para ter força e enfrentar todos esses retrocessos”, diz Mazé, que é nascida em Batalha (PI).

Para subsidiar o evento, foi criada uma campanha de financiamento coletivo. O projeto contou com um vídeo apresentado pela atriz Letícia Sabatella e indicava que a cada R$ 100 levantados até 3 mulheres garantiriam sua presença. A meta de 80 mil foi superada, e o valor arrecadado chegou a R$ 131 mil.

Veja imagens da Marcha das Margaridas, aliada à das Mulheres Indígenas:

EVARISTO SA via Getty Images
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