Primeiras Impressões | ‘Máquinas Mortais’: Um espetáculo visual surpreendente



Em um futuro pós apocalíptico em meio à destruição completa do mundo como o conhecemos, Máquinas Mortais traz um fôlego novo para as ficções científicas do gênero. Com uma paleta que mescla as cores fortes e primárias com os tons terrosos, a atmosfera conceitual da produção cria, de imediato, um contraste visualmente incrível para os olhos. De maneira prática e representativa, o design já revela um abismo enorme entre cidades antigas e novas, à medida que traça uma estética onde engrenagens enferrujadas e o brilho de figurinos um tanto suntuosos são a extensão do próprio roteiro.

Ainda é cedo demais para prever, mas já é possível dizer que os primeiros 25 minutos revelam uma odisseia em termos de efeitos visuais. Um espetáculo à parte, o mundo produzido por Peter Jackson e dirigido por seu parceiro profissional de longa data, Christian Rivers, é impecável em termos técnicos, proporcionando uma experiência realista dentro de um universo nascido nas páginas dos livros escritos por Philip Reeve. Em um contexto onde grandes cidades predadoras estão sob rodas e são capazes de mudar suas formas e tamanhos em questões de minutos, a narrativa segue de maneira acelerada, seguindo os passos percorridos por essas mesmas máquinas ambulantes.

Eletrizantes, os momentos testemunhados em telas são também hipnotizantes e contagiantes, apresentam Hugo Weaving na sua forma mais encantadora e perversa, conforme também introduz a atriz Hera Hilmarsdóttir para uma audiência ainda maior – considerando o amor pelo gênero pós apocalíptico. Quase um mártir, sua personagem parece quebrar o molde das heroínas que já existem nesses filmes, trazendo uma bela cicatriz que corta seu rosto e uma voracidade por vingança. Mais realista, ela desmistifica alguns princípios morais comuns ao perfil dessas protagonistas, contribuindo ainda mais para esse ar de novidade que Máquinas Mortais já parece trazer.

Com cenas de ação bem executadas e uma qualidade técnica impressionante, Máquinas Mortais tem potencial para ser um grande blockbuster. Soube construir, com precisão, os momentos de tensão trazidos em tela e se seguir nesse ritmo, pode ser o futuro favorito dos fãs que não se cansam de futuros distópicos envolventes. Que assim seja!  

A estreia nos cinemas nacionais será em 10 de Janeiro de 2019. Assista nossas primeiras impressões:

A série de romances infantis de Philip Reeve ocorre em um futuro pós-apocalíptico onde as cidades são móveis e perambulam o planeta devorando uns aos outros para obter combustível: um sistema chamado Darwinismo Municipal. A catedral de São Paulo, em Londres, é a mais forte dessas Cidades Tração, num mundo onde a “velha tecnologia” é extremamente procurada. Em uma dessas estruturas maciças móveis, Tom Natsworthy tem um encontro inesperado com uma jovem misteriosa, que vai mudar o curso de sua vida para sempre.

Christian Rivers dirige a produção para a Universal Pictures.


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