Prostitutas de Amsterdã rejeitam propostas de mudança no Distrito da Luz Vermelha



Hoje, a poucos minutos atrás divulgado no site: G1, da notícia “Prostitutas de Amsterdã rejeitam propostas de mudança no Distrito da Luz Vermelha”

De acordo com o veiculado pelo site G1:
Prefeita da cidade tem quatro projetos para mudar forma que o serviço é oferecido; para trabalhadoras, sistema atual é o mais seguro. Pessoas passam pela porta de um bordel no Distrito da Luz Vermelha em Amsterdã, na Holanda.
Yves Herman/Reuters
As prostitutas de Amsterdã, na Holanda, rejeitaram as propostas de mudanças que a prefeita da cidade pretende discutir no Distrito da Luz Vermelha, região da cidade onde esse tipo de serviço é prestado há séculos, no centro.
A prefeita Femke Halsema propôs quatro possíveis mudanças para o funcionamento das casas.

A prefeita de Amsterdã, Femke Halsema.
Piroschka van de Wouw/Reuters
As ideias iniciais da prefeita são:
Baixar as cortinas das vitrines
Mudar o Distrito da Luz Vermelha para outra região
Fechar as janelas
Manter as janelas, mas incluir novas formas de oferecer o serviço, como hotéis de prostituição
A principal associação composta por profissionais do sexo da Holanda, a Proud, é contra todas as propostas.
“Baixar as cortinas ou fechar as janelas passa a mensagem de que devemos ter vergonha de nossos corpos e que a situação atual é degradante. Não é”, afirma Lilly, uma norte-americana que trabalha em uma das vitrines.
Ela prefere não ser identificada pelo nome verdadeiro.
Multidão circula pela região de bordéis de Amsterdã
Peter Dejong/Ap
As opções que se apresentam tornam as condições de trabalho pior, ela argumenta.
“Retirar espaços nos forçará a trabalhar fora do sistema. Não pararemos de vender sexo, só que o faremos em piores condições. As janelas são visíveis e centrais, e isso nos deixa seguras; estamos perto de policiais, os agentes de saúde passam pela região com frequência”, afirma ela.
Abusos de turistas, tráfico de mulheres e crimes
A prefeita Femke Halsema afirmou que as mudanças seriam formas de proteger os direitos das garotas de programa, prevenir crimes e reduzir distúrbios causados por turistas.
Prostitutas do Distrito da Luz Vermelha em Amsterdã
ANOEK DE GROOT / AFP
Nem todos os turistas são ruins, afirma Lilly. “Há, sim, os que tratam a área como a selva deles e são desrespeitosos, mas tratar a todos como abusivos é um exagero e simplificação.”
O argumento dela sobre as denúncias de tráfico de mulheres é semelhante: existe, mas não há dados confiáveis a respeito do crime, e é comum que eles sejam grosseiramente exagerados.
“A prefeita tem boa intenção, é bom pensar em proteção, mas as propostas feitas e a linguagem que usam é insultante, honestamente. Há essa ideia subjacente de que somos vulneráveis. Eu pago aluguel para ficar lá (no Distrito da Luz Vermelha), nós temos controle sobre nosso trabalho”, afirma Lilly.

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