Ronaldo Gazzola vira ‘hospital-fantasma’ um dia após demissão em massa no Rio | Rio de Janeiro



O Hospital Municipal Ronaldo Gazzola, em Acari, praticamente não funcionou neste sábado (8). Na sexta-feira (7), os cerca de mil funcionários – entre médicos, enfermeiros e equipe de apoio – foram dispensados e protestaram na porta.

A demissão em massa foi consequência de rompimento de contrato, a partir da prefeitura, com a Organização Social Viva Rio. Em seu lugar, assume a gestão da unidade a empresa pública Rio Saúde, ligada à Secretaria Municipal de Saúde.

“Não tem atendimento, não tem nem Emergência. A gente, mesmo da comunidade, se passar mal não tem como correr pra cá porque não vai ser atendido”, lamenta a estudante Bianca Cristina, que deu à luz Pietra no Ronaldo Gazzola dez meses atrás.

Hospital Ronaldo Gazzola não teve movimento neste sábado — Foto: Reprodução/TV GloboHospital Ronaldo Gazzola não teve movimento neste sábado — Foto: Reprodução/TV Globo

Hospital Ronaldo Gazzola não teve movimento neste sábado — Foto: Reprodução/TV Globo

A maternidade onde Pietra nasceu estava fechada neste sábado, assim como a maior parte dos mais de 200 leitos da unidade. A Clínica da Família que funciona junto ao hospital também não funcionou – para desespero de Bianca, que tenta há seis meses vacinar a filha.

“Ontem (sexta-feira) mesmo eu vim e não tinha ninguém, só uma funcionária, mandou eu voltar hoje. Voltei várias vezes, e até hoje ela não conseguiu tomar a vacina”, diz.

O hospital deve perder recursos ano que vem. Na proposta enviada pela prefeitura aos vereadores, a verba destinada ao Ronaldo Gazolla, que foi de R$ 176 milhões este ano, deve passar para R$ 103 milhões – um corte de mais de 40%, de acordo com levantamento do vereador Paulo Pinheiro, do Psol.

A Prefeitura do Rio não retornou aos pedidos de resposta da reportagem.

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