Secretário do Trabalho dos EUA defende acordo com investidor em escândalo sexual



Hoje, a poucos momentos divulgado através do portal: G1, do artigo “Secretário do Trabalho dos EUA defende acordo com investidor em escândalo sexual”

Conforme o que foi informado pelo site G1:
Hoje na Secretaria, Alexander Acosta era procurador federal em 2007 e fechou um termo de conduta com Jeffrey Epstein que permitia que o milionário pudesse passar o dia fora da prisão. Manifestante protesta contra Jeffrey Epstein na segunda-feira (8), em Nova York.
Stephanie Keith / Getty Images North America /AFP
O Secretário do Trabalho dos Estados Unidos, Alexander Acosta, não renunciou e defendeu o acordo na Justiça que aprovou há mais de 10 anos com o investidor Jeffrey Epstein, que agora foi acusado de tráfico sexual de garotas menores de idade.
Acosta era procurador federal na Flórida na época.
Agora, ele é alvo de críticos que dizem que seu gabinete aprovou um acordo leniente e permitido que Epstein não fosse plenamente responsabilizado.
Alexander Acosta durante entrevista coletiva na qual defendeu sua atuação em um acordo com Jeffrey Epstein
Leah Millis/Reuters
Acosta contestou essa versão e argumentou que, se seu gabinete não tivesse atuado, Epstein teria enfrentado apenas uma acusação dos procuradores estaduais.
“Sem o trabalho dos nossos procuradores, Epstein teria escapado com apenas a acusação estadual” e não teria cumprido pena na prisão, disse Acosta. “Ele era e é um predador sexual.” 
No final das contas, Epstein cumpriu pena de prisão, mas recebeu o benefício do regime semiaberto, de liberação para o trabalho diário, o que o deixava livre para sair toda manhã e voltar à noite. Acosta disse não saber que Epstein conseguiria ser elegível para liberação para o trabalho. 
“Quando atuamos, a expectativa era de que seria uma sentença de 18 meses. Então essa liberação para trabalho foi uma completa besteira”, disse Acosta. 
O secretário não deu indícios de que deixará o cargo após dias de pedidos de democratas por sua renúncia, e disse ter o apoio do presidente republicano Donald Trump. “Minha relação com o presidente é excelente.” 
Acosta não disse se tomaria a mesma decisão em relação a Epstein hoje em dia. 
“Vivemos em um mundo diferente; o mundo de hoje não permitiria que acontecesse um constrangimento da vítima que aconteceria em um julgamento 12 anos atrás”, disse Acosta. “Eu não acho que podemos dizer, pegar um caso mais velho assim e saber totalmente como ele se desenrolaria hoje.” 
Por acordo, milionário foi registrado como infrator sexual
O acordo federal não-processual de 2007 na Flórida, onde Acosta servia como procurador federal, permitiu que Epstein conseguisse fechar um pacto em 2008 sobre uma ofensa menor de prostituição e cumprisse 13 meses de pena em uma prisão regional, com direito à saída durante o dia. Ele também foi registrado como infrator sexual. Um juiz no início do ano considerou esse acordo ilegal. 
Os termos desse acerto com a procuradoria foram examinados após uma investigação do jornal “Miami Herald”, que revelou novas informações sobre ele, levando procuradores federais em Nova York nessa semana a registrar novas acusações de tráfico sexual contra Epstein. 
Na segunda-feira (8), o procurador federal em Manhattan disse que não tinha obrigação de respeitar o acordo e acusou Epstein de atrair dezenas de meninas, algumas delas com até 14 anos de idade, forçando-as a praticar atos sexuais. Epstein continua preso enquanto aguarda audiência para fiança marcada para a próxima segunda-feira de manhã. 
O escritório de responsabilidade profissional do Departamento de Justiça, que investiga acusações de má-conduta por profissionais do departamento, está revisando como Acosta e outros procuradores na Procuradoria Federal para o Distrito Sul da Flórida conduziram o acordo de Epstein.
Acosta diz que irá colaborar com qualquer investigação. 

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