Trabalho voluntário trata gambás vítimas de maus tratos em Porto Alegre | Rio Grande do Sul

Os gambás estão na época de reprodução, por isso é comum ver eles no Parque Farroupilha (Redenção), Parque Marinha do Brasil, Parque Germânia e até na Cidade Baixa, em Porto Alegre. É também na primavera que os casos de maus tratos a esses animais aumentam.

A clínica veterinária que trata animais silvestres que são resgatados com algum tipo de machucado recebeu, só em novembro, 69 gambás. Destes, 30 ainda seguem internados.

O local é um centro credenciado pela prefeitura e o trabalho é voluntário. Muitos gambás chegaram com ferimentos na mandíbula. Uma das fêmeas resgatadas levou pauladas na boca e teve os filhotes ao chegar na clínica.

“É muito triste de ver quando tu pega, por exemplo, uma fêmea com filhotes, que ela tem fraturas. E ela está ali, guerreira, sabe, criando os bebês dela. Elas são super mães assim, sabe. Então, isso sempre emociona a gente. Essa situação das fêmeas machucadas com filhotes, tu vê que elas fazem tudo para sobreviver pelo seus filhos”, conta a médica veterinária Gleide Marsicano.

Os filhotes que chegam ao centro são criados até a idade adulta e depois, entregues ao Ibama para retornar à natureza.

A médica veterinária diz eles levam uma fama injusta, de que gostam de sujeira e que tem muito mau cheiro, mas, segundo ela, não é bem assim. “É um cheiro característico deles, e quando eles estão com medo, esse cheiro exacerba, ele fica mais forte. Quando a gente está com medo, o nosso suor fica com cheiro mais forte. É isso que as pessoas têm que entender”.

Segundo Gleide, os gambás não oferecem perigo, não atacam, não transmitem doenças e comem de tudo: frutas, insetos e restos de comida.

“Se caiu no teu pátio e ele não tem como fugir, não tem como sair, porque às vezes as pessoas espantam, mas ele está trancado naqueles muros. Então, coloque uma madeira, coloque uma escada, ele vai subir no muro, ele vai subir na árvore e ele vai embora”.

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