Veja o que pode acontecer com o Brexit após a suspensão do Parlamento britânico



alguns momentos postado através do link do: G1, da notícia “Veja o que pode acontecer com o Brexit após a suspensão do Parlamento britânico”

De acordo com o que foi informado pelo link G1:
Primeiro-ministro Boris Johnson fez uma manobra para cortar o tempo dos parlamentares. Data para saída do Reino Unido da União Europeia é 31 de outubro. Manifestante anti-Brexit protesta perto do Parlamento, em Londres, com cartaz que diz ‘Parem o golpe’
Simon Dawson/Reuters
Nesta quarta-feira (28), o governo britânico comandado por Boris Johnson fez uma manobra para cortar o tempo que os parlamentares terão antes de 31 de outubro, a atual data final do Brexit, para discutir a saída do Reino Unido da União Europeia, tornando mais provável que ela aconteça sem um acordo prévio entre as partes, o que pode trazer uma série de consequências negativas à economia da ilha.
Nas ruas, nos jornais e com renúncias, britânicos protestam contra suspensão de Parlamento
A medida foi aprovada pela rainha Elizabeth II, que, na democracia parlamentar britânica, via de regra, compactua com as decisões do Executivo.
Sandra Cohen: A manobra autoritária de Boris Johnson
Helio Gurovitz: O preço da manobra de Boris
Os parlamentares da oposição e mesmo alguns que formam a base do primeiro-ministro Boris Johnson criticaram a medida, e há tentativas para evitá-la (veja abaixo).
As alternativas para o Reino Unido não mudaram, mas o tempo para mudar o rumo de um “Brexit duro” ficou muito mais apertado. Algumas das possibilidades de agora em diante são:
Brexit sem acordo em 31 de outubro
Brexit com um acordo apresentado por Boris Johnson em 17 de outubro
Uma prorrogação do prazo final do Brexit, que hoje é 31 de outubro
A aprovação de uma lei que veta um Brexit sem acordo
Um voto de desconfiança que implique a convocação de uma eleição geral
Um voto de desconfiança, mas uma vitória de Boris Johnson e a manutenção do governo
O que deve acontecer com a suspensão
Caso a suspensão de fato se cumpra, o Parlamento volta a funcionar no dia 3 de setembro, mas por apenas alguns dias. Ele, então, ficará suspenso até o 14 de outubro.
Três dias mais tarde, no dia 17 de outubro, Boris Johnson fará uma última tentativa de acordo com a Comissão Europeia.
Se isso não der certo, provavelmente haverá um Brexit “duro” – ou seja, sem acordo.
Se os europeus aceitarem os termos de Johnson, ele ainda precisará aprovar o novo texto com os termos de uma relação futura com a União Europeia no Parlamento britânico antes do dia 31 de outubro, a data limite para a saída do Reino Unido da União Europeia – e, mais uma vez, há uma chance de isso não acontecer.
Boris Johnson durante encontro do G7 na França, em agosto de 2019
Andrew Parsons/Pool via REUTERS
Moção de desconfiança
O Parlamento ficará suspenso durante cinco semanas, mas antes disso ele terá alguns dias para tentar reverter a manobra de Johnson. No dia 3 de setembro, os representantes voltarão a trabalhar durante uma semana.
Nesse intervalo, a oposição pode tentar algumas saídas.
Uma delas é aprovar uma medida para prorrogar o prazo de 31 de outubro –medida que pode ser ignorada por Johnson, no entanto.
A outra opção é tentar um voto de desconfiança dias antes de 31 de outubro. Se ela for aprovada, o que significaria que pelo menos alguns parlamentares conservadores votariam contra seu próprio governo, haveria um prazo de 14 dias para construir uma maioria alternativa.
O líder trabalhista Jeremy Corbyn disse que estaria disposto a administrar um governo interino, com o objetivo de pedir à UE uma extensão do prazo do Brexit e convocar uma eleição geral.
No entanto, como destaca o diário “The Guardian” isso não descarta permanentemente o Brexit duro, já que não há garantia de qual seria o resultado da próxima eleição.
Se não houver a formação de uma maioria, haveria uma eleição geral de qualquer maneira.
Lei contra Brexit sem acordo
A partir do dia 14 de setembro , a oposição também pode tentar aprovar uma lei que impediria a saída da UE sem acordo.
O propósito da suspensão do Parlamento é justamente tornar a alternativa de uma nova regra proibindo o Brexit sem acordo mais improvável, pois os parlamentares terão cinco sessões para conseguir aprovar essa lei.
Tentativa via rainha Elizabeth II
Os parlamentares não têm a possibilidade de votar se a suspensão pedida por Johnson é válida.
Eles podem, no entanto, fazer um pedido da Câmara dos Comuns à rainha Elizabeth II. Dominic Grieve, um parlamentar do Partido Conservador, afirmou ao “The Guardian” que ele está organizando um plano para isso, mas ele mesmo diz que a medida tem um valor simbólico.
Processo na Justiça
Uma tentativa para reverter a suspensão do Parlamento foi protocolada em uma corte da Escócia na quinta-feira (29). Os parlamentares têm esperança que a Justiça bloqueie a manobra de Johnson.
Petição online
Há, ainda, uma petição online, que já juntou mais de 1,3 milhão de assinaturas, contra a medida de suspensão.

Continuaremos a seguir o canal e divulgado vídeos relacionados

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